sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Responsabilidade política

Hoje o Primeiro Ministro fez um discurso muito inteligente.

Começou por falar na necessidade de serem precisas medidas que nos permitam continuar a existir. Ou seja, ou são estas medidas ou então é uma catástrofe. Uma perspectiva negativa caso não se aceitem as medidas propostas pelo governo.

Em seguida, apresentou essas mesmas medidas ditas necessárias.

Terminou dizendo que só está a tomar estas decisões porque os últimos anos foram péssimos para o país a nível económico e financeiro.

Depois de anos a ouvirmos falar em gorduras do Estado, ainda não percebemos onde estão as gorduras do Estado. Eu pelo menos não. Alias, dá ideia que estão na saúde e na educação. Resta saber onde.

Relativamente ao passado, vamos a factos:

No ano de 2007 o défice da Administração Pública foi de 3.1% do PIB e a dívida pública era de 68.3%. Na Europa dos 27 a média era de 66.2% e na zona Euro de 59%.

No ano de 2008, ano em que começou a crise económica a nível internacional o défice foi de 3.6% e a dívida pública atingiu 71.6% (+3.3%).

Nestes dois anos, Portugal não cumpriu o pacto de estabilidade da zona Euro que impõe défices máximos de 3.0% do PIB e dívida pública de 60%. Acontece que, foram vários os parceiros do Euro nestas condições.

Em 2008 a dívida pública dos países da zona Euro atingiu 62.3% (+3.3%) e na EU-27 foi de 69.9% (+1.6%) do PIB.

Portanto, até ao final de 2008 Portugal andou, relativamente alinhado com a média dos restantes Países da Europa no que diz respeito a endividamento e défice.

O ano de 2009 foi um ano de recessão no nosso País (-2.6%), na zona Euro (-4.1%), na EU-27 (-4.2%), nos EUA (-2.6%) e também no Japão (-5.2%).

Portugal teve um défice de -10.1% do PIB e a nossa dívida do Estado subiu de 71.6% (2008) para 83.0% (2009). Houve um crescimento de 11.4% da dívida do Estado. Qualquer coisa como 15 mil milhões de Euros.

Na zona Euro o crescimento foi de 9.4% (69.9% para 79.3%).
Na EU-27 o endividamento cresceu 12.1% (62.3% para 74.4%).

Relativamente aos países da "Europa dos 27" a diferença já é considerável, mas quanto aos países da zona Euro, a diferença não é muito significativa (3.7%).

Até esta altura, Portugal era um país como dificuldades. Dificuldades partilhadas pelos restantes parceiros Europeus e não éramos vistos como "maus alunos".

Entretanto vieram as eleições e o governo deixou de ser maioritário. Necessitando de apoio parlamentar para aprovar o Orçamento do Estado.

Em 2010 o Orçamento do Estado foi aprovado com os votos a favor do PS, abstenções do PSD e CDS e com os votos contra das restantes bancadas parlamentares.

No ano de 2010 o défice foi de -9.8% e o endividamento externo chegou aos 93.3% do PIB. Por sua vez, o endividamento dos países europeus subiu, mas menos do que em Portugal. Atingiram 80.0% na EU-27 e 85.1% na zona Euro.

Em 2011 o Orçamento do Estado foi aprovado com os votos a favor do PS, abstenção do PSD e o voto contra das restantes bancadas parlamentares. É esperado um défice de -5.9% e a dívida pública deve chegar a 100.8% do PIB.

Nos últimos 2 anos o endividamento externo aumentou dos 83.0% para 100.8% do PIB. Durante estes dois anos os Orçamentos de Estado foram aprovados com votos favoráveis do PS e abstenções do PSD em dois casos e uma vez pelo CDS.

Já vimos que o crescimento da dívida pública dos países Europeus foi algo comum a todos eles e que Portugal não teve valores significativamente superiores aos dos restantes países, a não ser nos últimos 2 anos.

Deixo 4 questões:

-Será que os partidos que viabilizaram os últimos dois OE não estão ligados a este período negro da nossa história económica/financeira/social?

-Será que estes partidos, os actuais partidos do governo, se podem demarcar do aumento de dívida por parte do Estado Português nos últimos dois anos e dos défices excessivos?

-Será que o anterior governo agiu sozinho, sendo o único responsável pelos resultados obtidos com a execução dos OE?

-Se os últimos dois orçamentos eram maus e nos trouxeram até aqui, porque foram aprovados?

Esperamos que os próximos dois anos passem rápido e que Portugal possa voltar a sorrir.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estilo de liderança

A ser verdade, aqui está um belo exemplo do tipo de lideranças que temos hoje na Europa. Por causa deste tipo de lideranças é que estamos em crise há anos.

A notícia diz o seguinte:

"Passos telefonou à primeira-ministra eslovaca para dizer que o impasse em Brastislava lhe está a provocar um "ataque cardíaco"."

Será que isto mostra firmeza e confiança no futuro?

Quero acreditar que não passa de uma invenção, o pior é que já é noticiado e nível internacional.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Justiça em Portugal

I - Há duas semanas foi detido Isaltino Morais. Acusado, julgado e condenado em 3 tribunais do nosso país. Percorrendo todas as hipóteses possíveis de recurso relativamente aos factos de que era julgado.

Foi colocado em liberdade porque está ainda pendente um recurso no Tribunal Constitucional relativo a forma como deveria ter sido julgado, com ou sem júri.

Temos depois um dos advogados de Isaltino Morais a dizer o seguinte:

"O que aconteceu é gravíssimo. Meteram na cadeia um presumível inocente, uma vez que toda a gente é inocente até aos processos transitarem em julgado, o que não foi o caso"

Presumível inocente? Este senhor foi julgado e condenado por 3 tribunais, e é um presumível inocente?

O seu cliente já foi julgado e condenado em 3 tribunais diferentes. O recurso não pede para que sejam reavaliadas provas ou que o arguido seja considerado inocente, pede sim para ser um tribunal de júri a avaliar a questão.

II - Estamos constantemente a ouvir dizer que os políticos são isto, que são aquilo e que deviam estar presos etc etc...Quando temos um político acusado e condenado por 3 tribunais, por crimes de corrupção, as pessoas já dizem "Ah...coitadinho ele foi tão bom para o concelho, é inveja das pessoas por ele ter feito tanta obra".

Este argumento apenas mostra que as pessoas só olham para o seu umbigo, e que são egoístas.

Eu explico. O Isaltino fez muita obra em Oeiras. É verdade. Levou muitas empresas para Oeiras. É verdade. Tem uma das maiores taxas de população qualificada no concelho. É verdade. Isso faz aumentar as receitas do concelho que podem ser aplicadas em obras. É verdade.

Mas se essas pessoas, essas empresas, esses trabalhadores foram para Oeiras tiveram de sair de algum lado. Ou seja, a "boa" obra em Oeiras, conseguida da forma que todos sabemos prejudicou os concelhos vizinhos de Oeiras. As empresas sairam de Cascais, Sintra, Odivelas, Lisboa, Loures etc, para se irem instalar em Oeiras. As pessoas sairam de Cascais, Sintra, Odivelas, Lisboa, Loures, etc..., para irem viver para Oeiras. Como em tudo na vida, o bem de uns é o mal de outros.

Isto só acontece porque há conivência de todos os actores da justiça em que isto aconteça. Quando é que os crimes prescrevem? Se calhar não falta muito...

III - Hoje é notícia que o Ministério Público deduziu acusação sobre 5 jogadores do FCPorto devido ao caso do túnel da luz. Isto é uma anedota das melhores que já ouvi. É com isto que andam preocupados os procuradores? Porque é que não acusam também o treinadores que tentam agredir jogadores das equipas adversárias? Porque não acusam seleccionadores que tentam agredir outros jogadores? Isto de facto, parece uma anedota.

IV - Pegando no exemplo anterior, sugiro aos procuradores da República Portuguesa a investigarem o seguinte:



Parece que o senhor do altifalante é o mesmo que ameaçou um juiz da República Portuguesa. Será que alguém, no ministério público, vai investigar isto?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Crise Europeia/Mundial

Mas afinal qual é o modelo económico que a Europa quer adoptar para sair da crise?

Hoje, o Presidente da Comissão Europeia, disse numa entrevista à Euronews, que desde a crise de 2008 já foram aplicados na recapitalização da banca 500 mil milhões de Euros. Isto de apoio directo, fora garantias e outras ajudas. No total, foram 4.000 mil milhões de Euros.

O PIB da União Europeia é aproximadamente 16.000 mil milhões de dólares, ou algo como 12.000 mil milhões de Euros. Ou seja, nos últimos 3 anos foram injectados na banca o equivalente a 1/3 do PIB da UE de 2010, na banca Europeia.

Mas onde é que foi para esse dinheiro? Quem é que lucrou com esta crise continua desde 2008?

Enquanto os líderes Europeus não resolverem pôr mãos à obra, perceberem o que está mal e mudarem as regras do jogo, não vamos sair do cenário actual: austeridade --> recessão --> desemprego --> pobreza --> austeridade --> recessão --> desemprego --> pobreza ....

Para alocar dinheiro na Educação, na Saúde, no combate à pobreza nunca há dinheiro. Para salvar bancos e grandes empresas que entraram num jogo ganancioso há, e muito! Claro que depois da bolha rebentar, algo tinha de ser feito para minorar os estragos. Mas os culpados por esta crise internacional nunca foram chamados à responsabilidade.

Desde 2008 já resolveram os factores que nos levaram à recessão Europeia/Mundial? Terminaram as offshores? Terminou a especulação bolsista? Terminaram os produtos tóxicos dos bancos? Há mais regulação dos mercados?

Nada disto mudou. Não se aprendeu nada nestes últimos 3 anos.

P.S. A sorte é o petróleo estar cotado a menos de 100 dólares, se não a crise iria ser bem pior.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Taxa Social Única

Muito se fala da descida da Taxa Social Única (TSU). Foi uma das grandes bandeiras do candidato a Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho e parece que foi esquecida durante o tempo em que é de facto Primeiro Ministro.

Ainda ontem o Ministro Pedro Mota Soares disse que o governo ia aumentar o IVA na electricidade e no gás devido ao acordo que o ex-governo fez com a troika (deve-se ter esquecido que o PSD e o CDS também assinaram o acordo) mas ainda ninguém se lembrou de descer a TSU, algo que também ficou acordado. Não se trata de ser a favor ou contra a descida da TSU, trata-se de coerência. Tudo o que é para subir, foi acordado com a troika e tem de ser feito. O que é para descer faz-se depois que para já não dá.

O FMI diz que a taxa deve descer 8%. O problema está na descida de receita do Estado, cerca de 3.4 mil milhões de Euros. É necessário compensar essa descida de receita para equilibrar as contas. E afinal como é que isso se faz?

Quem viu o debate entre Sócrates e Passos sabe como se faz. Houve vários grupos a estudar o assunto: o PSD, o Banco de Portugal, a Universidade Nova e "várias pessoas preocupadas com o emprego em Portugal" e o candidato a PM Passos Coelho disse que a descida para ter impacto tem de ser significativa, e na altura falou de 4% e disse que a descida era "auto sustentável" e que não seria necessário haver alteração nos "impostos e na despesa" para compensar esta descida. Ora vejam o minuto 45.00

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Contradições políticas

Há contradições no nosso Governo que não consigo compreender. Nos últimos dias foram tantas que decidi partilhar o meu ponto de vista.

I - Aumenta-se o valor dos bilhetes dos transportes para que haja menos Estado na economia, mas depois dão-se subsídios. Qual a diferença (de principio) entre dar subsídios às pessoas ou dar compensações às empresas por terem tarifas mais baixas? Para mim, nenhuma. O que vai acontecer é que o valor do subsidio vai ser inferior ao valor das compensações. É o mesmo que dar com uma mão e tirar com duas.

II -Liberaliza-se o mercado da energia, para estimular a economia e a concorrência entre empresas (que não existem, por isso vai levar a um aumento dos preços) e depois dá-se um subsidiozinho a quem tem dificuldades. Ou seja, liberaliza-se/privatiza-se para que o Estado saia da economia e o mercado possa funcionar melhor, e quem sai prejudicado? O consumidor, para corrigir isso o governo resolve subsidiar.

III - Quanto aos subsídios a dar na energia, o Ministro da Economia falou que seriam perto de 5 milhões de euros para 850 mil famílias. O que dá a simpática quantia de 5.88€ por ano. Grande ajuda. Ou seja, o governo diz que vai liberalizar o preço da energia para que haja maior concorrência, mas por outro lado admite que os custos para os consumidores vão aumentar. De outra forma não iria disponibilizar fundos para subsidiar os que passam maiores dificuldades. Então para quê liberalizar os preços da energia? Para aumentar os lucros de empresas privadas monopolistas?

IV - Hoje ouvi uma parte da apresentação do Programa de Emergência Social, e o Ministro disse o seguinte: "É um programa que não significa mais Estado, significa sim mais IPSSs e melhor política social."
Então o Estado vai gastar 400milhões de Euros no primeiro ano e o Ministro diz que não há mais Estado? Eu percebo o que ele quer dizer, ele quer dizer que estes 400 milhões de Euros não vão ser aplicados pelo Estado mas vão ser dados aos privados para o gerirem à sua maneira. Portanto, há menos Estado e mais dinheiro para os privados. Chama-se a isto cortar as gorduras do Estado? Mais uma vez um exemplo contraditório.

V - Os membros do Governo falam há anos de que há Estado a mais em tudo e que deviam ser os privados a relançar a economia (com o subsídios claro está). Temos em Portugal 350 mil imóveis à venda. Milhares de casas entregues aos bancos e imobiliárias. E o Estado vai-se meter nesse assunto e promover o arrendamento de imóveis desocupados? Os privados não sabem fazer isso? Os empresários e os membros do governo que tanto falam do excessivo peso do estado, que queriam o "Estado fora dos negócios" e agora é o próprio governo que vai dar uma ajudinha a empresas privadas a arrendarem imóveis? Não entendo estas contradições.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Anedota

NUMA AULA DE HISTÓRIA DE PORTUGAL...

Pergunta a Professora:

- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?

- F$%&-se, ó stora, então essa m€rd@ também ainda não está paga?!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Liberalização dos mercados.

Hoje falo sobre liberalização dos preços. É claro para todos que onde há concorrência, a liberalização dos preços é benéfica para os consumidores. Isto aprende-se na escola e está muito estudado e aceite pela maioria dos economistas, e faz sentido para o comum dos consumidores.

Acontece, que quando existe liberalização dos preços num mercado em monopólio, o único que ganha é o monopolista. Nunca o consumidor.

No final do ano 2003 o Governo mandou liberalizar o preço dos combustíveis com o argumento de que:

"Essa prática conduz aos efeitos que um regime de preços administrativos teria, com a consequente ausência de desejável concorrência e dos benefícios para os consumidores."
e que
"Assim, a gasolina sem chumbo 95, o gasóleo rodoviário e o gasóleo colorido e marcado deixam de estar sujeitos ao regime de preços máximos de venda ao público, favorecendo a concorrência no sector."

Quem o disse foi Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares, Ministros das Finanças e da Economia.

Ora, todos sabemos que a GALP é monopolista em Portugal, na refinação e que tem uma posição bastante favorável na venda a retalho e que na prática isso levou a um aumento dos preços dos combustíveis. Desde a liberalização do mercado que o preço da gasolina sem chumbo 95 aumentou sensivelmente 60% e o gasóleo mais de 80%. Temos hoje em Portugal a 3º gasolina mais cara antes de serem aplicados os impostos.

Podemos ainda observar que a GALP passou de uma facturação de 7.4 mil milhões de Euros em 2003 para uma facturação de 9.25 mil milhões de Euros em 2004, ou seja um aumento de 25%. Ao qual se seguiu um aumento de 20% do ano de 2004 para 2005. Quanto aos resultados líquidos, passaram de 240 milhões para mais de 700 milhões em dois anos. Não será exclusivamente devido à liberalização do preço dos combustíveis, mas certamente que esta decisão teve um grande peso.

Portanto, o objectivo de liberalizar o mercado de forma a beneficiar os consumidores foi um fracasso, como já era previsto no passado.

Hoje, soube que o Governo pretende o fim das tarifas reguladas com o objectivo de trazer mais concorrência. E quando o CEO da EDP diz que isto é bom, não deve estar a pensar como consumidor de certeza. Portanto, se o lucro da EDP, empresa monopolista no mercado doméstico, é superior a mil milhões de Euros por ano, e se continua a aumentar os lucros à custa do mercado inexistente, imaginem os resultados que terá depois da liberalização dos preços. Esta medida está no memorando com a Troika, mas há que tomar medidas para estimular uma verdadeira concorrência, até lá, não deve ser aplicada. Caso contrário, para que concorrente da EDP se virarão os consumidores domésticos?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porque é que o totoloto não sai?

Porque é que o totoloto não sai?

A resposta é simples:

Antigamente a probabilidade de sair o totoloto era de 1 em 13 983 816. Semanalmente eram jogadas mais ou menos 4 milhões de apostas. Ou seja havia uma probabilidade de haver jackpot de mais ou menos 70%.

Agora, a probabilidade de sair o totoloto é de 1 em 24 789 492. Semanalmente são feitas menos de 3 milhões de apostas. Ou seja, há uma probabilidade de haver jackpot de quase 90%. Por isso é que desde que o novo totoloto foi criado, há quase 15 semanas, ainda só duas pessoas acertaram nos 5 números e número da sorte.

Dito isto, não prevejo grande futuro para o Totoloto. Custa 90 cêntimos por aposta, bem mais do que no passado (50 cêntimos) e é ainda mais difícil sair o primeiro prémio. Ou os senhores da Santa Casa mudam isto (baixando o valor da aposta, reduzindo o número de "números da sorte" possíveis) ou quando o Totoloto sair as receitas diminuem drasticamente.

Isto já para não falar do Euromilhões, que tem uma probabilidade de 1 em 104 milhões. Quando são jogadas menos de 40 milhões de apostas por jogo. (A não ser quando os jackpots sobem).

Assim sendo, resta perguntar: Será que o Totoloto foi alterado mesmo para não sair? Começo a acreditar nisso...

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Dessa água não beberei"

Sobre a questão do "Jobs for the boys".

1º exemplo - Tenho estado atento ao actual Governo que tanto falou de nomeações no passado e hoje o Ministro da Administração Interna, ex-líder parlamentar do PSD nomeou:
- 4 secretárias;
- 1 chefe de gabinete;
- 2 adjuntos;
- 1 funcionário para prestar apoio administrativo;
- 1 assessor.

Ou seja, para um único Ministro, 9 trabalhadores. Não sei quantos tinham os ex-Ministros, mas tanto falaram no passado e parece que agora não fazem mais do que abandonar as gravatas, os hábitos são os mesmos.... Veremos o que têm para nos mostrar os restantes Ministérios.

2º exemplo - O jornal i noticia que foram nomeados "103 novos policias para controlarem o memorando e as contas públicas".
Será que foram estes 103 que descobriram de um dia para o outro um buraco nas contas públicas? É que a Comissão Europeia, o FMI, o Governo, o PSD e o CDS não conseguiram ver...

3º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do CDS. 30 nomeações para 24 Deputados.

4º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do PEV. 10 nomeações para 2 Deputados.

5º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do BE. 15 nomeações para 8 Deputados.

6º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do PCP. 41 nomeações para 14 Deputados.

Estou para ver as nomeações do PS e do PSD. Ainda não foram publicadas em DR. Todos falam, mas depois na prática não fazem nada.

Estaremos (espero eu) cá para ver o que nos resta o futuro!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que faz um Cientista?

Ontem deixei de ser Investigador e passei a ser "aspirante a Cientista"!

"Um Cientista é uma pessoa normalíssima, que tem uma curiosidade muito aguçada e que quer saber sempre mais. E que gosta muito, muito de pensar, e de perguntar e de tentar ir mais além."

"Uma pessoa que gosta de estudar, de aprender coisas novas, de responder a perguntas..."

"Querer saber mais do que está a fazer, e porque é que acontece e porque é que não acontece..."

"...tem que se interessar pela descoberta..."

"...tentar descobrir sempre e não desistir..."

"Um cientista é antes de mais um sonhador, isto é alguém que acredita que pensar no Universo vale a pena (...) e que vai levar o Mundo em que vive mais além..."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pobreza em Portugal

No Brasil o lema é o seguinte: "País Rico, é país sem pobreza."

Quem não concorda? Jamais seremos um país rico enquanto tivermos pobreza. E pobreza gritante.

De acordo com um estudo do INE, Portugal apresentou em 2009 um índice de risco de pobreza de 17.9% em 2009. Resta saber qual será em 2010, 2011..etc.

Considera-se que uma pessoa está em risco de pobreza quando recebe um valor mensal inferior a 434€. 22.4% dos nossos jovens estão em risco de pobreza. Temos uma taxa de desemprego acima de 12%. 36.4% dos desempregados estão em risco de pobreza.

Muitas pessoas consideram que as prestações sociais dão dinheiro a quem não quer fazer nada. Há outra leitura possível que se observa nos dados do INE. As prestações sociais retiram do risco de pobreza mais de 800 mil pessoas do nosso país.

Para mim, o mais escandaloso/vergonhoso/criminoso nestes dados, é o facto de haverem 9.7% de trabalhadores em Portugal, ou seja, sensivelmente 1 milhão de pessoas que trabalha (não estão em casa a ver televisão nem a beber imperiais no café) e está em risco de pobreza. Trabalha e está em risco de pobreza. E quando um adulto que trabalha está em risco de pobreza, imaginem os filhos...

domingo, 3 de julho de 2011

Dream Trip

Gostava de ter a oportunidade de conhecer o Mundo. Viajar sem limite de orçamento durante um determinado período, sem pressa de voltar. Uns quantos meses deveria dar para dar "a volta ao Mundo".

Neste momento, este sonho só seria possível caso acertasse em 5 números mais uma estrela ou um número da sorte. Como isso é improvável, terei que procurar formas alternativas para conhecer o Mundo ao longo da minha (longa espero eu) vida.

Sonhando um pouco, que será possível acertar nos tais números. Uma das hipóteses para me ajudar a definir o percurso é o circuito de Ténis Mundial. Seria um óptimo pretexto para viajar. Ora vejamos o calendário de 2012:

Janeiro: Começava no Qatar (1 semana), seguia para Auckland (1 semana) e depois passava por Melbourne para ver o Australian Open.

Fevereiro: Santiago do Chile, Costa do Sauipe, Buenos Aires e Acapulco.

Março: Março era o mês dos EUA, começava na Califórnia, seguia pelo interior e acabava em Miami.

Abril: Em Abril vinha para casa, comemorar o meu aniversário e seguia directo para o Monaco, Bucharest e Belgrado.

Maio: Mês da Europa, aproveitava para visitar a Europa Central (Áustria, Republica Checa, Eslováquia, Polónia). Na parte final do mês seguia para Paris para ver Roland Garros.

Junho: É o mês de Queens e Wimbledon, aproveitava para visitar todo o Reino Unido.

Julho: Suécia, Suíça e 2 semanas de "férias", talvez para conhecer os países Nórdicos.

Agosto: Estando nós em ano Olímpico, seria um mês em Londres.

Setembro: Aniversário da Teresa, pelo que teria de adiar uma visita ao US Open. Depois seguia para Moscovo, São Petersburgo e Malásia.

Outubro: Iria a Tokyo, Shanghai, como não tinha tido oportunidade para visitar a Tailândia, terminava o mês de Outubro na Tailândia.

Novembro e Dezembro: Como não tinha havido hipotese para tal, visitar alguns destinos que ainda me ficava a faltar: Moçambique, São Tomé, Tanzania, Quenia, Timor, Hawaii...Eram 7 semanas até ao Natal para visitar estes 6 destinos.

E pronto, aqui estava uma volta ao Mundo alegrada pelo Ténis. Claro que o Ténis era apenas uma desculpa para viajar. O mais importante era conhecer a cultura e os diferentes países, podendo assistir a umas quantas partidas que considerasse interessantes.

Por isso já sabem, se me cair algo do céu (os €'s obviamente) proponho um trajecto deste tipo à Teresa para o ano de 2012.

P.S. Vou fazer uma estimativa de custos, depois digo-vos algo.