Necessitamos de ter espírito crítico, caso contrário não passaremos de ovelhas mal orientadas.
terça-feira, 13 de março de 2012
Ideia engraçada
Aqui fica o filme.
domingo, 11 de março de 2012
Vietame? Onde fica isso?
terça-feira, 6 de março de 2012
Portugal de regresso aos mercados
Um ano passado, o BCE dá crédito ilimitado aos bancos a taxas de juro de 1%. Os bancos Portugueses (e os restantes) que apresentem "activos suficientes e elegíveis como colaterais" podem-se financiar a taxas de juro de 1%.
Ou seja, podem comprar dinheiro a 1% e vender, por exemplo, a 4.5% (ganhando 3.5%) nos leilões que o Estado Português venha a fazer nos próximos tempos.
Aqui está uma excelente notícia para o Governo de Passos Coelho. Se conseguir convencer os banqueiros Portugueses (sabe-se lá como...privatizações? Isenções?...muita forma) a emprestarem dinheiro ao Estado Português, além de ganharem muito dinheiro (imaginem 4% ao ano de 20 mil milhões de euros, são 800 milhões de euros num ano apenas com dinheiro do BCE) podem também salvar o Governo de Pedro Passos Coelho.
Daqui a uns meses voltamos a este tema. Será que estou a adivinhar o que irá acontecer?
Porque é que eu não posso ser "banco"? Ia buscar dinheiro ao BCE a 1% e vendia a 5% sem qualquer perigo, se o Estado não pagar fica o BCE a arder, qual seria a consequência? Julgo que nenhuma!
Aqui está uma boa forma de ir sacar dinheiro aos contribuintes e dar aos banqueiros.
Siga...
P.S. Quem é que irá negociar estes empréstimos? Já estou a imaginar a fila de notáveis pronto para as comissões...ups, negociações!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
"As pessoas não têm noção do seu poder"

Pode ser visto aqui.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O Estado fora dos negócios? Sim ou não?
"Nós queremos o Estado fora dos negócios. Nós não queremos um Estado que apoie algumas empresas e não outras. Nós não queremos um Estado que manda na Administração e, por via indirecta, ainda nomeia gestores de empresas privadas e que discute ao longo das semanas nas páginas dos jornais quem são os senhores ex-ministros que podem por essa via ser nomeados presidentes de empresas privadas."
Uns meses após ser eleito Primeiro Ministro de Portugal a EDP é privatizada. A privatização já estava prevista no Orçamento de Estado de 2011 que o PSD viabilizou na Assembleia da República. Para quem não se lembra, na negociação do OE entre o PS e o PSD, o PSD foi representado por Eduardo Catroga. Ora, nessa altura, Eduardo Catroga fazia parte do conselho de supervisão da EDP. Portanto, um elemento de uma empresa privada/pública, sugere que o Estado privatize a empresa onde trabalha. Sabe-se lá que interesses estaria a proteger. Seriam os do Estado (sugerindo a venda?) ou a dos privados (utilizando a posição que tinha no PSD para privatizar o resto da empresa)? Uma bela salganhada diria eu!
Após a privatização, há um conjunto de personalidades portuguesas que são propostas para o conselho geral da EDP (recém privatizada). Curiosamente, o senhor que negociou a privatização da EDP no OE2011, que propôs a privatização no programa de governo do PSD, que negociou a privatização da EDP no acordo com a Troika, é escolhido para Chairman dessa mesma empresa. Curiosidade, claro está. Mas os nomes ligados ao PSD não se ficam por aqui, há mais! Até o ex-patrão de PPC foi escolhido para a supervisão da EDP.
Nessa altura, o PM Passos Coelho, disse que o Estado nada tinha a ver com as escolhas dos privados, embora tenha sido informado. Dizem os escolhidos que a escolha nada teve a ver com a carreira política, mas sim com a carreira profissional. Mas, o próprio Eduardo Catroga diz não entender porque apareceu o nome de Celeste Cardona nas listas para o conselho geral de supervisão da EDP.
Tudo isto, para relembrar o que era a convicção de PPC quando foi eleito Presidente do PSD e o que foi entretanto a posição do Governo liderado por PPC sobre as nomeações de pessoas ligadas ao PSD para a EDP.
Agora, passo a explicar o motivo porque acho que isto não faz sentido nenhum!
Ora, ontem estava ver o telejornal da RTP1 quando deu uma notícia sobre a intenção da ENI vender a posição que tem na GALP.
Já sabemos que o Governo liderado por PPC quer o Estado fora dos negócios. Ora, a ENI é uma empresa privada e a GALP tem a esmagadora maioria do capital em mãos de privados. Restam 8% de participação pública na GALP.
Mas, se ouvirem as declarações do administrador da Sonangol (Baptista Sumbe), o próprio diz que o governo Português tem intenções "em manter alguma presença desta alienação da ENI através de empresas Portuguesas". O Governo Português tem intenções de manter alguma presença na GALP na alienação da ENI? Mas afinal o Governo Português quer o Estado fora dos negócios? Ou está-se a meter no negócio de venda de uma posição privada numa empresa privada?
Será que nenhum jornalista/deputado ouviu isto? Não há ninguém que questione o governo?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Tolerância, rios e imunidade.
Gostei do pouco que vi. Especialmente da questão da imunidade, dos rios e da tolerância.
Ontem, calhou falar da entrevista e acabei por ver toda.
Aqui fica:
sábado, 18 de fevereiro de 2012
EUA and Al Qaeda
"The head of Al Qaeda is calling on Muslims across the Arab world and beyond to support rebels in Syria who are seeking to overthrow President Bashar Assad, and says they cannot depend on the West for help."
Será que depois do veto da Rússia e China na ONU, estamos perante uma pseudo-aliança entre os EUA e a Al-Qaeda na Síria?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Lição de moral / organização de tempo!
É sempre algo discutível. O que é melhor? Uma fase, duas fases? Não sei.
Se um aluno tem a possibilidade de organizar o seu estudo sabendo que tem 2 fases para fazer os exames, vai fazer da forma que acha melhor. Eu próprio, no 12º ano, fiz exames na primeira chamada e exames na segunda chamada. Assim o intervalo entre exames era maior. Acredito que haja poucos alunos a fazerem os exames todos na mesma fase/chamada.
Com esta declaração, o Ministro Nuno Crato deixa de ter a possibilidade de ter atrasos na entrega de documentos/decisões. Terá sempre o prazo definido há tempo suficiente para o cumprir.
Algo que por exemplo não aconteceu com o Orçamento de Estado de 2012. A discussão teve de ser adiada porque o Governo (da qual faz parte Nuno Crato) não entregou a horas o documento das Grandes Opções do Plano (mais do que uma vez).
Será que nessa altura chamou a atenção dos restantes membros do Governo?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ajustamento económico financeiro da RAM
Depois de uma leitura "vertical" no documento, não encontrei o prazo de pagamento do empréstimo. Curioso!!!
Digo isto, porque consta na comunicação social que o prazo de pagamento é de 19 anos, com carência inicial de 4 anos.
E porque é que eu escrevo este post? Escrevo porque o governo regional em funções neste momento na Região Autónoma da Madeira vai a votos em 2015 e a Região apenas começa a pagar a dívida de 1500 milhões de euros em 2016.
Ou seja, este governo negoceia um empréstimo que não irá pagar, hão-de ser outros a pagar (um novo Governo). Isto é no mínimo estranho e caricato quando tanto se fala em Portugal de responsabilidade política.
Será que isto surpreende alguém?
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Meu Movimento
Mas, vou ver se agora volto à carga, nenhum de nós pode reagir com indiferença a tudo o que nos rodeia.
Na semana passada foi noticiado que o Governo tinha criado um "fórum" na internet em que as pessoas podiam contribuir com ideias para melhorar o país. Eu, fui lá ver o que andavam as pessoas a escrever.
Confesso que vi uma, e desisti de ver mais. Porquê?
Eu mostro:
Movimento do José António
Jovens dos 18 aos 30 anos que se encontrem na situação de desempregado(a) à procura do 1º emprego passariam a trabalhar por 25% do Ordenado Minimo Nacional.
Devido à elevada % de desemprego jovem (30%), da dificuldade de inserção no mecado de trabalho, da eminente fuga para o estrangeiro através duma emigração em massa do nosso capital humano, da necessidade de aumentar a produtividade das empresas mas com baixo custo, proponho a promoção de oportinadades para os jovens desempregados à procura do seu primeiro emprego, através duma contratação destes jovens, em regime de part-time, trabalhando 4 horas ou de manhã ou de tarde, por 25% do Ordenado Minimo Nacional, com direito a descontos para a segurança social, com direito a férias de 2 dias por cada mes de trabalho e subsidio de transporte. Desta forma motivamos os jovens a procurar activamente a sua inserção no mercado de trabalho e aumentamos a produtividade, alavancando a economia."
Por vezes, penso que temos (como povo) o que merecemos (péssimos governantes) , se as ideias com que o "povo" contribui para ajudar o país a sair da crise são estas, porque não aceitar as decisões dos políticos/empresários para relançarem a economia?
É por mentalidades destas que não saimos da cauda da Europa.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Saldos

Já todos sabemos que muitas vezes os preços aumentam para no dia a seguir descerem e darem ideias que houve uma queda nos preços.
Estes não se dão a esse trabalho, enganaram-se foi no sitio onde deviam colar o preço de Saldo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Contratos de investimento
O que acho extraordinário nesta notícia é o facto de o Ministro assumir que esta ajuda do Estado a 8 empresas no valor de 221 milhões de Euros vai resultar num aumento de 280 postos de trabalho.
221 milhões de euros para gerar 280 novos postos de trabalho?
Não será muito dinheiro para 280 novos postos de trabalho? Isto dá quase 800 mil euros por cada posto de trabalho...
E ainda dizem que não há dinheiro.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Tretas da bolsa
A de hoje, é genial.
Quando saí de casa por volta das 9h deu na TSF uma notícia sobre as bolsas e a determinada altura a jornalista da Reuters disse algo como: A bolsa está a valorizar porque as acções estão uma pechincha.
Achei engraçada a justificação e lembrei-me dela agora quando vi que a sessão de hoje terminou com ganhos. Fui ao site da agência Reuters e aqui está um excerto da notícia:
" "Estamos a testemunhar uma caça às pechinchas após as quedas fortes no passado recente. O mercado tem falta de direcção e os ganhos iniciais podem evaporar-se rapidamente, uma vez que os comentários das agências de rating continuam a estar em 'backgound'", frisou Keith Bowman, analista de equity na Hargreaves Lansdown. "
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Email enviado aos deputados (2)
O email diz o seguinte:
"
Exmo.(a) Sr.(a) Deputado(a)
Estou a contacta-lo como membro da Assembleia da República e particularmente como membro da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, órgão que acompanha e fiscaliza o desenvolvimento das políticas financeiras e orçamentais do nosso Estado.
Ao longo do segundo semestre de 2011, o Governo foi-nos dando conta de um desvio nas contas do Estado. O último número apresentado foi de 3.400 milhões de Euros. Nessa altura fez o anuncio que iria aplicar uma taxa extra de 50% sobre o valor superior ao salário mínimo nacional do subsídio de Natal. Taxa que vale aproximadamente 800 milhões de Euros.
Na passada semana, foi divulgado a transferência de fundos de pensões da banca que correspondem a cerca de 5.600 milhões de Euros.
Se analisarmos estes 3 valores, temos que o excedente é de aproximadamente 3.000 milhões de Euros.
O Primeiro Ministro durante o fim de semana anunciou que o excedente era de aproximadamente 2.000 milhões de Euros.
Assim sendo tenho 2 questões para lhe colocar:
- Existe um novo buraco de 1.000 milhões de Euros? Onde é que as contas estão a falhar?
- Para se "gastar" o excedente que o Primeiro Ministro fala é necessário haver um orçamento rectificativo? Onde é que vai ser gasto? A que "economia" se vai dar mais liquidez?
Desde já agradeço o esclarecimento.
Com os melhores cumprimentos,
António Ribeiro
"
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Buraco nas contas públicas
Depois de o governo tomar posse veio a celebre frase do desvio colossal nas contas públicas. E de que valor se estava a falar? A última actualização deste valor (17 de Outubro de 2011) diz que o buraco é igual a 3.4 mil milhões de Euros.
Ora, vamos lá ver se eu consigo entender este valor:
I - 600 milhões de euros de despesas escondidas da RA da Madeira;
II - 560 milhões de euros de consumos intermédios do Estado, dos quais 335 milhões foram pagos em comissões à Troika;
III - 300 milhões de euros devido a uma redução menor do que a esperada em remunerações no sector da Educação, Administração Interna e Defesa;
IV - 800 milhões de euros devido a uma quebra de receitas correntes da segurança social, ministério da justiça, dividendos das participações do Estado;
V - 1140 milhões de euros dizem respeito ao BPN, a uma deterioração do Sector Empresarial do Estado e a não realização de venda de concessões e património do Estado.
Somando I+II+III+IV+V temos então 3400 milhões de Euros.
Dos quais 335+600 não se deveram a uma previsão errada de gastos/receitas mas sim do facto de se ter pedido ajuda internacional e de após a mudança de governo o governo da RAM ter admitido que tinha escondido despesas. A parcela IV e V acontecem devido ao facto de na proposta de orçamento de estado para 2011 não estar previsto haver recessão em 2011, por isso é natural que as receitas da segurança social sejam inferiores, é natural que as despesas da segurança social sejam maiores visto que há mais desemprego; é natural que haja uma menor receita vinda de dividendos visto que as empresas têm menos lucros e é também natural que não se consiga obter uma receita elevada em vendas de concessões e património do Estado porque o País se encontra em recessão.
Após nos ter sido apresentado o valor do buraco, foi-nos transmitido o corte de meio subsidio de Natal para todos os trabalhadores que ganhem mais do que o salário mínimo nacional. Esta medida permite um encaixe adicional de 800 milhões de Euros.
No dia de hoje, foi-nos transmitido que o Estado transferiu para a segurança social os fundos de pensões da banca (a que faltava transferir) e que isso representa uma receita para o Estado de 5.6 mil milhões de Euros.
Ora, se tínhamos antes um valor para cobrir de 3.4 mil milhões, recebemos um extra de 800 milhões e outro extra de 5.6 milhões, então onde é que estão os restantes 3 mil milhões?
