Ontem, o PM anunciou que ia aumentar os impostos e que a receita adicionar prevista será de aproximadamente 800 milhões €. (não foi este PM que disse que "Os Estados e os políticos só têm moral para impor sacrifícios aos cidadãos quando atacam a gordura do Estado" ? Ah sim, o património dos Governos Civis é "gordura do Estado") Anyway....
Hoje veio a público uma notícia que diz o seguinte: "Fisco e Segurança Social deixam prescrever dívidas de 919 milhões".
Ou seja, se a "máquina fiscal" funcionasse como é sua obrigação, só aqui teríamos uma folga de cerca de 100 milhões.
No mesmo dia que o PM anunciou um aumento de impostos, é noticiado que a economia paralela vale quase 20% do PIB, ou seja qualquer coisa como 33 mil milhões de euros. Se essa economia paralela descesse para metade, o Estado arrecadaria por ano qualquer coisa como 5 mil milhões de Euros, considerando IVA+IRS+SS+IRC. E isto, considerando um valor de impostos total sobre o produto gerado de 30%, quando na prática anda na casa dos 40%.
Não estou a falar de irradicar a economia paralela, isso é impossível. As pessoas vão continuar a ter hortas, a não pedir facturas de pequenos valores, etc. Estou a falar em reduzir para metade. Será impossível? Julgo que não.
Tendo em conta os valores do PIB e do défice dos anos 2007 a 2010, poderíamos ter um PIB 10% superior, e o défice praticamente desaparecia nos anos 2007 e 2008 "apenas" com a diminuição para metade da economia paralela.
Infelizmente, o problema não se esgota na economia paralela.
De acordo com o relatório de actividades do ano 2010 da Direcção-Geral dos Impostos, Portugal tem constantemente valor altíssimos de dívida fiscal incobrável.
Eu não sou Marco-Economista, por isso estes dados que vou apresentar em seguida têm certamente erros, mas ainda assim podem servir como estimativas para valores virtuais do PIB, da dívida e do défice.
Os primeiros dados dizem respeito a valores oficiais. Os dados seguintes dizem respeito a valores virtuais do que seria o PIB, o défice e a dívida pública se conseguíssemos reduzir para metade a economia paralela e se as dívidas incobráveis fossem na realidade cobradas. Porque só assim poderá haver justiça fiscal e justiça social.
-Podemos observar que durante os anos 2007 e 2008 não teria havido défice.
-Durante o período de crise internacional e depois da mesma, o défice não teria passado a barreira dos 5%.
-Em 2007 e 2008 a dívida pública teria diminuído, visto que se utilizava o excesso orçamental para pagar dívida, nos anos seguintes a dívida teria aumentado, situando-se no final de 2010 em pouco mais de 65% do valor do PIB (que seria 10% superior ao registado).
Ou seja, arrisco dizer que teríamos contas públicas de fazer inveja a qualquer país do G20, ou mesmo do G8. Se canalizássemos esses excedentes orçamentais para um efectivo desenvolvimento do país. Então hoje seriamos muito mais ricos e a crise não passava de conversa da treta. Mas em vez disso, temos pessoas a liderar o país, seja no sector público seja no privado que não têm coragem, ou capacidade de inverter o estado actual da nossa Justiça. Enquanto assim for, Portugal vai ser cada vez mais pobre e mais triste. E podem acreditar numa coisa, a percentagem de 20% de cérebros que deixa o país vai continuar a crescer, fazendo com que o país fique mais pobre e mais triste. Vamos entrar uma espiral a caminho do abismo social.
Realmente, está na hora de mudar. Vamos ver se Portugal muda para melhor, se fica tudo na mesma ou se muda para pior. A ver vamos...
Necessitamos de ter espírito crítico, caso contrário não passaremos de ovelhas mal orientadas.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Diálogos na capital
Hoje ao fazer uns km's a pé em Lisboa passei por muitas pessoas e ouvi muitas pessoas a falar. Vou partilhar 2 desses diálogos.
I - Três colegas de trabalho saem da empresa...
Uma diz algo do género: "Hoje o chefe embirrou que vinha de chinelos, isto não são chinelos são sandálias!!"
Outra responde: "Pois, também já me chamou a atenção porque um dia vim trabalhar de cai cai"
II - Uma rapariga na casa dos 30 passeia um cão e fuma um cigarro,
Passa por um casal que está sentado num banco.
Após trocarem cumprimentos ele diz: " Isso é um charro? Deixa-me lá dar uma passa!"
A rapariga responde com profunda tristeza: "Não, por muito pena minha não é um charro!"
E assim vai a nossa cidade!!!
I - Três colegas de trabalho saem da empresa...
Uma diz algo do género: "Hoje o chefe embirrou que vinha de chinelos, isto não são chinelos são sandálias!!"
Outra responde: "Pois, também já me chamou a atenção porque um dia vim trabalhar de cai cai"
II - Uma rapariga na casa dos 30 passeia um cão e fuma um cigarro,
Passa por um casal que está sentado num banco.
Após trocarem cumprimentos ele diz: " Isso é um charro? Deixa-me lá dar uma passa!"
A rapariga responde com profunda tristeza: "Não, por muito pena minha não é um charro!"
E assim vai a nossa cidade!!!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Thank You #1
Hoje começo uma nova rubrica: "Thank You". Para agradecer a pessoas que me inspiraram, nomeadamente figuras do desporto.
Começo hoje por Zinedine Zidane, que hoje celebra o seu aniversário.
Nasci em 1985 e lembro-me de futebol mais ou menos desde o ano de 1993.
Nestes últimos 18 anos, houve vários jogadores que admirei. Zidane foi um deles, talvez o maior deles todos.
Hoje faz 39 anos. Parece que já foi há uma eternidade que deixou de jogar futebol, tal foi o vazio que deixou nos campos. Felizmente hoje o RM tem um novo maestro no meio campo, que me faz lembrar o grande Zidane, veremos que marca deixa no futebol.
Começo hoje por Zinedine Zidane, que hoje celebra o seu aniversário.
Nasci em 1985 e lembro-me de futebol mais ou menos desde o ano de 1993.
Nestes últimos 18 anos, houve vários jogadores que admirei. Zidane foi um deles, talvez o maior deles todos.
Hoje faz 39 anos. Parece que já foi há uma eternidade que deixou de jogar futebol, tal foi o vazio que deixou nos campos. Felizmente hoje o RM tem um novo maestro no meio campo, que me faz lembrar o grande Zidane, veremos que marca deixa no futebol.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O "canito" seguiu a sua vida
Após dois dias a dormir no meu quintal, decidiu seguir a sua vida.
Ainda bem! Livrou-me de trabalhos maiores.
Ainda assim, deu que pensar. Será que se perdeu? Será que o abandonaram? Será que estava a morrer por ser velho? Será que o trouxeram até aqui à praceta de carro?
Não sei! Sei que entrava no carro sempre que abria a porta. Que não tinha medo de pessoas. E que depois de ter sido dada a volta ao bairro não encontrou a sua casa. Por isso julgo que estivesse doente e o vieram aqui trazer de carro, para bem longe de casa.
Enfim, há gente assim....
Ainda bem! Livrou-me de trabalhos maiores.
Ainda assim, deu que pensar. Será que se perdeu? Será que o abandonaram? Será que estava a morrer por ser velho? Será que o trouxeram até aqui à praceta de carro?
Não sei! Sei que entrava no carro sempre que abria a porta. Que não tinha medo de pessoas. E que depois de ter sido dada a volta ao bairro não encontrou a sua casa. Por isso julgo que estivesse doente e o vieram aqui trazer de carro, para bem longe de casa.
Enfim, há gente assim....
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Reestruturação do Lloyds
Hoje em dia, quando as empresas estão a passar dificuldades (lucros inferiores ao pretendido) a solução mais simples e comum é despedirem-se milhares de pessoas.
Hoje foi anunciado na comunicação social que o Lloyds Banking Group, que tem aproximadamente 100 mil trabalhadores, vai despedir 15 mil. Ou seja, 15% da sua força de trabalho. Depois de no ano 2009 terem despedido 28 mil pessoas.
O rosto deste despedimento é o Português António Horta-Osório.
Uma empresa que foi a falência com a crise internacional, o governo injecta dinheiro dos contribuintes para salvar o banco e o plano estratégico passa por despedir 43 mil pessoas em 2 anos.
Resultado da "reestruturação"? Hmm, está certo! O tempo dirá o que vai acontecer.
Ainda assim, continuam a recrutar trabalhadores.
Well Done!!!
Hoje foi anunciado na comunicação social que o Lloyds Banking Group, que tem aproximadamente 100 mil trabalhadores, vai despedir 15 mil. Ou seja, 15% da sua força de trabalho. Depois de no ano 2009 terem despedido 28 mil pessoas.
O rosto deste despedimento é o Português António Horta-Osório.
Uma empresa que foi a falência com a crise internacional, o governo injecta dinheiro dos contribuintes para salvar o banco e o plano estratégico passa por despedir 43 mil pessoas em 2 anos.
Resultado da "reestruturação"? Hmm, está certo! O tempo dirá o que vai acontecer.
Ainda assim, continuam a recrutar trabalhadores.
Well Done!!!
domingo, 12 de junho de 2011
Analistas Financeiros vendem gato por lebre
Este é o título de uma notícia de hoje, que diz que os analistas financeiros vendem gato por lebre. Quem o diz é a CMVM. Mas qual é a novidade?
Então um analista financeiro prevê que as acções de uma determinada empresa subam 20% em 6 meses e vai informar o mercado disso? Se ele soubesse que isso teria uma forte probabilidade de acontecer, o que faria era comprar as acções e ficar caladinho. Ou não?
Por isso é que 57% das recomendações é de "compra", para ver se enganam mais uns quantos (como eu).
Dizem ainda que: "A capacidade de acerto dos analistas financeiros é reduzida" e que mais de 80% das previsões tem erros superiores a 10% da previsão inicial.
Então um analista financeiro prevê que as acções de uma determinada empresa subam 20% em 6 meses e vai informar o mercado disso? Se ele soubesse que isso teria uma forte probabilidade de acontecer, o que faria era comprar as acções e ficar caladinho. Ou não?
Por isso é que 57% das recomendações é de "compra", para ver se enganam mais uns quantos (como eu).
Dizem ainda que: "A capacidade de acerto dos analistas financeiros é reduzida" e que mais de 80% das previsões tem erros superiores a 10% da previsão inicial.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ministros do novo governo
Muito se fala de futuros ministros do governo PSD-CDS. Estou convencido que se PPC se rodear de boa gente, é capaz de se aguentar até ao final da legislatura e depois nessa altura avaliaremos o seu desempenho. Caso se deixe enrolar e convide apenas políticos para os ministérios, dificilmente chegará ao Verão de 2013 como PM.
Vou sugerir alguns nomes como possíveis Ministros. Não sei qual a preferência política das pessoas, nem tão pouco se estão disponíveis para aceitarem tal responsabilidade. Mas como cidadãos Portugueses e como pessoas activas na nossa sociedade, lembrei-me delas.
António da Câmara - Um homem da Ciência, um empreendedor. Sugestão para o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, poderia partilhar a pasta da Economia.
José Epifânio da Franca - Outro homem da Ciência, outro empreendedor e com visão para o futuro de Portugal. Tal como António Câmara, poderia ocupar o Ministério da Ciência e do Ensino Superior e da Economia.
Vítor Bento - O mais provável candidato a Ministro das Finanças.
Para a Administração Interna, julgo que poderia avançar Paulo Portas. Há tantos anos que fala de justiça, de prisões, de polícias. Está na hora de assumir a responsabilidade.
Para o Ministério da Justiça, um dos mais importantes, proponho o Prof. Germano Marques da Silva. Nesta área é necessário gerar um amplo acordo de Estado, de modo a remarem todos para o mesmo lado. Parlamento + Magistrados + Polícias + Advogados, todos devem trabalhar no sentido de melhorar uma das piores áreas do nosso País, a Justiça. Estou convicto que o Prof. Germano Marques da Silva seria uma voz a ser ouvida por todos estes agentes.
Estes são os Ministérios que considero fundamentais para Portugal sair da crise económica/financeira em que se encontra: Economia, Inovação, Finanças, Justiça + Administração Interna.
Vou sugerir alguns nomes como possíveis Ministros. Não sei qual a preferência política das pessoas, nem tão pouco se estão disponíveis para aceitarem tal responsabilidade. Mas como cidadãos Portugueses e como pessoas activas na nossa sociedade, lembrei-me delas.
António da Câmara - Um homem da Ciência, um empreendedor. Sugestão para o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, poderia partilhar a pasta da Economia.
José Epifânio da Franca - Outro homem da Ciência, outro empreendedor e com visão para o futuro de Portugal. Tal como António Câmara, poderia ocupar o Ministério da Ciência e do Ensino Superior e da Economia.
Vítor Bento - O mais provável candidato a Ministro das Finanças.
Para a Administração Interna, julgo que poderia avançar Paulo Portas. Há tantos anos que fala de justiça, de prisões, de polícias. Está na hora de assumir a responsabilidade.
Para o Ministério da Justiça, um dos mais importantes, proponho o Prof. Germano Marques da Silva. Nesta área é necessário gerar um amplo acordo de Estado, de modo a remarem todos para o mesmo lado. Parlamento + Magistrados + Polícias + Advogados, todos devem trabalhar no sentido de melhorar uma das piores áreas do nosso País, a Justiça. Estou convicto que o Prof. Germano Marques da Silva seria uma voz a ser ouvida por todos estes agentes.
Estes são os Ministérios que considero fundamentais para Portugal sair da crise económica/financeira em que se encontra: Economia, Inovação, Finanças, Justiça + Administração Interna.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Resultado das eleições
Há uns dias falei da possibilidade de um partido que não está representado na AR eleger um Deputado.
Essa possibilidade não se concretizou.
Um dos motivos pelo qual não se concretizou é a forma como são eleitos os Deputados, através de uma série de círculos eleitorais.
Em seguida apresento as percentagens de votos, o número de Deputados eleitos até agora (226 dos 230) e a percentagem de deputados que cada partido elegeu.

Considerando a eleição de 230 Deputados, o PSD teria menos 9 deputados e o PS menos 4. Apesar desta perda, ainda teriam uma percentagem de Deputados superior à percentagem de votos. Os restantes partidos teriam um ganho significativo de deputados: o CDS mais 5; o PCP mais 3 e o BE mais 4.
Com um único circulo eleitoral teríamos mais 3 partidos representados na AR: 2 deputados do MRPP; 2 deputados do PAN e 1 deputado do MPT.
Seriam necessários cerca de 22.500 votos para eleger um deputado. O que equivale a 0.4% dos votos. Considerando que temos 230 Deputados, cada deputado equivale a 0.43% dos votos.
Moral da história: Os partidos que têm a capacidade para alterar a lei eleitoral seriam os mais prejudicados com a alteração. Esta é a razão pela qual dificilmente a lei será alterada. Não deixariam de estarem beneficiados pelo método de Hondt mas um único circulo eleitoral permita uma maior representatividade dos votos na AR.
Essa possibilidade não se concretizou.
Um dos motivos pelo qual não se concretizou é a forma como são eleitos os Deputados, através de uma série de círculos eleitorais.
Em seguida apresento as percentagens de votos, o número de Deputados eleitos até agora (226 dos 230) e a percentagem de deputados que cada partido elegeu.

Observamos que há dois partidos claramente beneficiados com o sistema actual, o PSD e o PS. Têm 38.63% e 28.05% dos votos e 45.65% e 31.74% dos deputados (e ainda vão somar mais deputados cada um).
Os restantes partidos têm uma percentagem de deputados inferior ao número de votos.
Uma das sugestões que dei, e há muitas pessoas que o defendem, é haver um único circulo eleitoral. O que aconteceria nesse caso?
Os restantes partidos têm uma percentagem de deputados inferior ao número de votos.
Uma das sugestões que dei, e há muitas pessoas que o defendem, é haver um único circulo eleitoral. O que aconteceria nesse caso?
Considerando a eleição de 230 Deputados, o PSD teria menos 9 deputados e o PS menos 4. Apesar desta perda, ainda teriam uma percentagem de Deputados superior à percentagem de votos. Os restantes partidos teriam um ganho significativo de deputados: o CDS mais 5; o PCP mais 3 e o BE mais 4.
Com um único circulo eleitoral teríamos mais 3 partidos representados na AR: 2 deputados do MRPP; 2 deputados do PAN e 1 deputado do MPT.
Seriam necessários cerca de 22.500 votos para eleger um deputado. O que equivale a 0.4% dos votos. Considerando que temos 230 Deputados, cada deputado equivale a 0.43% dos votos.
Moral da história: Os partidos que têm a capacidade para alterar a lei eleitoral seriam os mais prejudicados com a alteração. Esta é a razão pela qual dificilmente a lei será alterada. Não deixariam de estarem beneficiados pelo método de Hondt mas um único circulo eleitoral permita uma maior representatividade dos votos na AR.
sábado, 4 de junho de 2011
Jobs for the boys
Amanhã há eleições e o candidato do PSD a PM tem dito várias vezes que com ele não há jobs for the boys; que "os "espertalhões que sabem colocar-se na hora certa" ao lado de quem "vai ganhar" não vão ter lugar nos cargos do Estado"; diz que promete"não examear a administração pública de quadros do partido"; e companhia limitada.
É óbvio que se tem de limpar das empresas públicas e das empresas privadas que vivem à conta do Orçamento de Estado os abana-bandeirinhas dos partidos.
Mas fazer passar a ideia que se é diferente dos outros quando na prática se faz parte do esquema de "Jobs for the Boys" não fica bem a ninguém.
Eu gosto de números, não gosto de conversa. Por isso deixem lá o passado que ninguém tem moral para falar e mudem é a prática do futuro que aí vem.
Ora vejam:

Pedro S. Martins, 2010. "Cronyism," Working Papers 37, Queen Mary, University of London, School of Business and Management, Centre for Globalisation Research.
É óbvio que se tem de limpar das empresas públicas e das empresas privadas que vivem à conta do Orçamento de Estado os abana-bandeirinhas dos partidos.
Mas fazer passar a ideia que se é diferente dos outros quando na prática se faz parte do esquema de "Jobs for the Boys" não fica bem a ninguém.
Eu gosto de números, não gosto de conversa. Por isso deixem lá o passado que ninguém tem moral para falar e mudem é a prática do futuro que aí vem.
Ora vejam:

Pedro S. Martins, 2010. "Cronyism," Working Papers 37, Queen Mary, University of London, School of Business and Management, Centre for Globalisation Research.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Esperança Média de Vida
De acordo com um recente estudo do INE, restam-me pouco mais de 50 anos de vida.
Já vivi mais um terço da minha vida. Tenho de acelerar o passo, há muitas coisas boas por fazer, muitos sítios para conhecer, muitas praias para mergulhar, filhos para alimentar (...) etc etc etc!!!
Ora vejam:
Já vivi mais um terço da minha vida. Tenho de acelerar o passo, há muitas coisas boas por fazer, muitos sítios para conhecer, muitas praias para mergulhar, filhos para alimentar (...) etc etc etc!!!
Ora vejam:
segunda-feira, 30 de maio de 2011
"Més que un club"
Não podia deixar de dedicar um post ao grande clube que é o Futebol Clube de Barcelona. No passado Sábado deu mais uma demonstração de bom futebol.
Há jogadores que têm a sorte e a arte/habilidade de terem nascido numa determinada época e pertencerem a um determinado clube.
O Barcelona que venceu a Liga dos Campeões no Sábado, jogou com com 7 jogadores Espanhóis, todos eles campeões do Mundo, o Puyol entrou na segunda parte, elevando o número de Espanhóis campeões do Mundo para 8. Desses 8, 7 foram formados nas escolas do Barcelona, aos quais somamos o Messi que embora não seja Espanhol, foi promovido à equipa principal do Barcelona vindo das camadas jovens. Moral da história: o Barcelona tem 8 jogadores na equipa principal, titulares na maioria dos jogos, que são oriundos da formação do clube, 7 deles Espanhóis.
Destes 7 jogadores Espanhóis, gostaria de referir que 4 ganharam em 3 anos os seguintes títulos: Campeonato da Europa de Selecções; Campeonato do Mundo de Selecções; 2 Ligas dos Campeões da Europa de Clubes; 1 Campeonato do Mundo de Clubes; 3 Ligas Espanholas. Fico-me por aqui.
Estes 4 jogadores são os seguintes: Puyol; Iniesta; Xavi; Valdés.
O Piqué, Busquets e Pedro não venceram o Campeonato da Europa de Selecções, mas nenhum deles tem mais de 24 anos, por isso ainda têm essa possibilidade.
Junta-se a estes jogadores, o David Villa, que se transferiu no inicio da época para o Barcelona, e portanto ainda só ganhou um campeonato Espanhol, uma Liga dos Campeões, o Campeonato do Mundo de Selecções e o Campeonato da Europa de Selecções. Terá oportunidade no final do ano para ganhar o Campeonato do Mundo de Clubes.
Estes jogadores, fazem parte de uma geração de jogadores Espanhóis que ficará na História por terem ganho o Campeonato da Europa e o Campeonato do Mundo em 2 anos. Ficarão também na História do futebol por terem feito parte de uma equipa extraordinária, comandada por Guardiola, que joga um dos melhores futebóis que eu já vi e que soma a isso o facto de ganhar títulos. Há muitas equipas que jogam bom futebol, mas que não ganham títulos. Em apenas 3 anos marcarão a História do futebol nos próximos 50 (digo eu).
Daqui a 50 anos, ainda se falará da equipa do Barcelona de Guardiola e de jogadores como Xavi, Iniesta, Puyol, Valdés, Pedro, Busquets, Piqué e Villa.
Há muitos jogadores que ficaram na História por terem ganho muitos títulos e terem marcado gerações: Gento; Trapatoni; Ancelotti; Eusébio; Di Stefano; Muller; Puskas; e mais recentemente Raul; Giggs; Maldini e Seedorf. Só para citar alguns.
Mas quantos têm a honra de terem ganha tudo o que havia para ganhar, tanto em clubes como em selecções? Não muitos...
Há jogadores que têm a sorte e a arte/habilidade de terem nascido numa determinada época e pertencerem a um determinado clube.
O Barcelona que venceu a Liga dos Campeões no Sábado, jogou com com 7 jogadores Espanhóis, todos eles campeões do Mundo, o Puyol entrou na segunda parte, elevando o número de Espanhóis campeões do Mundo para 8. Desses 8, 7 foram formados nas escolas do Barcelona, aos quais somamos o Messi que embora não seja Espanhol, foi promovido à equipa principal do Barcelona vindo das camadas jovens. Moral da história: o Barcelona tem 8 jogadores na equipa principal, titulares na maioria dos jogos, que são oriundos da formação do clube, 7 deles Espanhóis.
Destes 7 jogadores Espanhóis, gostaria de referir que 4 ganharam em 3 anos os seguintes títulos: Campeonato da Europa de Selecções; Campeonato do Mundo de Selecções; 2 Ligas dos Campeões da Europa de Clubes; 1 Campeonato do Mundo de Clubes; 3 Ligas Espanholas. Fico-me por aqui.
Estes 4 jogadores são os seguintes: Puyol; Iniesta; Xavi; Valdés.
O Piqué, Busquets e Pedro não venceram o Campeonato da Europa de Selecções, mas nenhum deles tem mais de 24 anos, por isso ainda têm essa possibilidade.
Junta-se a estes jogadores, o David Villa, que se transferiu no inicio da época para o Barcelona, e portanto ainda só ganhou um campeonato Espanhol, uma Liga dos Campeões, o Campeonato do Mundo de Selecções e o Campeonato da Europa de Selecções. Terá oportunidade no final do ano para ganhar o Campeonato do Mundo de Clubes.
Estes jogadores, fazem parte de uma geração de jogadores Espanhóis que ficará na História por terem ganho o Campeonato da Europa e o Campeonato do Mundo em 2 anos. Ficarão também na História do futebol por terem feito parte de uma equipa extraordinária, comandada por Guardiola, que joga um dos melhores futebóis que eu já vi e que soma a isso o facto de ganhar títulos. Há muitas equipas que jogam bom futebol, mas que não ganham títulos. Em apenas 3 anos marcarão a História do futebol nos próximos 50 (digo eu).
Daqui a 50 anos, ainda se falará da equipa do Barcelona de Guardiola e de jogadores como Xavi, Iniesta, Puyol, Valdés, Pedro, Busquets, Piqué e Villa.
Há muitos jogadores que ficaram na História por terem ganho muitos títulos e terem marcado gerações: Gento; Trapatoni; Ancelotti; Eusébio; Di Stefano; Muller; Puskas; e mais recentemente Raul; Giggs; Maldini e Seedorf. Só para citar alguns.
Mas quantos têm a honra de terem ganha tudo o que havia para ganhar, tanto em clubes como em selecções? Não muitos...
domingo, 29 de maio de 2011
Humor Político
Um político português queria fazer uma obra e chamou três engenheiros de empresas de três nacionalidades diferentes:
Um alemão, um americano e um português.Alemão: Faço a obra por 3M €: -1M € pela mão-de-obra; 1M € para o material e 1M € de lucro.
Americano: Faço por 6M €: 2M € pela mão-de-obra; 2M€ pelo material e 2M € de lucro, mas o serviço é de primeira qualidade.
Português: Faço por 9M €.
- Nove?!? – pergunta o Político.
O Eng. responde - Acha muito?? Então são: 3M € para mim; 3M € para si e 3M € para o Alemão fazer a obra…
- Feito!!! (responde o político)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Proponho o novo Super Ministro de Portugal
O Presidente do Fórum para a Competitividade propõe uma redução da Taxa Social Única (TSU) de 20%, passando a ser 3.75%. Para compensar a descida da TSU propõe que se crie apenas 1 escalão de IVA a 25%, como se faz na Dinamarca.
É óbvio para todos que se os custos do trabalho forem reduzidos, as empresas são mais competitivas. Neste exemplo, da descida da TSU em 20%, como diz e bem o Sr. Ferraz da Costa, teríamos "efeitos equivalentes na competitividade a uma desvalorização de 20%". Correcto!
O que gostaria de saber é qual é a percentagem do gasto com salários no total de gastos da empresa. Isto é que eu gostaria de saber, ou seja: Qual a percentagem de redução nos gastos totais das empresas com a descida de 1% da TSU, por exemplo. Isto nos vários sectores. Há sectores com mão de obra intensiva e por isso o gasto com salários é superior a outros sectores.
E porque é que eu digo isto? Porque se pensarmos que as empresas se tornam mais competitivas temos de assumir que elas competem num qualquer "campeonato". Quem são os países nesse campeonato? Queremos ser competitivos com quem?
-Com a Dinamarca? Alemanha? Holanda? Finlândia? Países que têm uma balança comercial positiva? (Importações-Exportações>0)
-Com a Bélgica? Áustria? Luxemburgo? Suécia? UK? Itália? França? Irlanda? Países que têm um salário mínimo, no mínimo duas vezes o Português?
-Nestes países acima o salário médio é muitas vezes 4 vezes mais do que o salário médio de um Português. Querem competir com estes países? Com salários médios de 800€? A nossa falta de competitividade não vem de termos salários elevados, vem de outra coisa.
Mas claro, podemos sempre querer competir com países como a Hungria, Lituânia, Letónia, Estónia, Ucrânia, Bielorrússia, quem sabe China? É este o benchmark dos empresários Portugueses?
Enfim já não há paciência para aturar esta gente, depois queixem-se que o Governo tem culpa de os cerebros estarem a abandonar o país. Realmente tem culpa, devia por esta gentinha toda na ordem e não o faz.
Mas o mais extraordinário desta notícia não é isto, é o facto de dizer o seguinte:
"Propomos uma redução da TSU de 20 pontos percentuais e poderíamos, a longo prazo, esperar um acréscimo de emprego de 10%, de cerca de 500 mil novos postos de trabalho",
Mas como é que não houve uma única pessoa a pensar nisto? Será possível? Reduzir/eliminar o salário mínimo (que é altíssimo) já tinha ouvido, agora reduzir a TSU para 3% e o desemprego baixa para a casa dos 3.5%-4% (dependendo do número de população activa), esta é nova.
O País da Europa com menor taxa de desemprego é a Holanda, com 4.2%. Nós podemos dar baile a esta gente toda. Basta seguir esta ideia.
Eu promovia este senhor a Ministro de Estado, da Economia, das Finanças, do Emprego e da Segurança Social. E daqui a 4 anos no final do mandato a Prémio Nóbel da Economia.
É óbvio para todos que se os custos do trabalho forem reduzidos, as empresas são mais competitivas. Neste exemplo, da descida da TSU em 20%, como diz e bem o Sr. Ferraz da Costa, teríamos "efeitos equivalentes na competitividade a uma desvalorização de 20%". Correcto!
O que gostaria de saber é qual é a percentagem do gasto com salários no total de gastos da empresa. Isto é que eu gostaria de saber, ou seja: Qual a percentagem de redução nos gastos totais das empresas com a descida de 1% da TSU, por exemplo. Isto nos vários sectores. Há sectores com mão de obra intensiva e por isso o gasto com salários é superior a outros sectores.
E porque é que eu digo isto? Porque se pensarmos que as empresas se tornam mais competitivas temos de assumir que elas competem num qualquer "campeonato". Quem são os países nesse campeonato? Queremos ser competitivos com quem?
-Com a Dinamarca? Alemanha? Holanda? Finlândia? Países que têm uma balança comercial positiva? (Importações-Exportações>0)
-Com a Bélgica? Áustria? Luxemburgo? Suécia? UK? Itália? França? Irlanda? Países que têm um salário mínimo, no mínimo duas vezes o Português?
-Nestes países acima o salário médio é muitas vezes 4 vezes mais do que o salário médio de um Português. Querem competir com estes países? Com salários médios de 800€? A nossa falta de competitividade não vem de termos salários elevados, vem de outra coisa.
Mas claro, podemos sempre querer competir com países como a Hungria, Lituânia, Letónia, Estónia, Ucrânia, Bielorrússia, quem sabe China? É este o benchmark dos empresários Portugueses?
Enfim já não há paciência para aturar esta gente, depois queixem-se que o Governo tem culpa de os cerebros estarem a abandonar o país. Realmente tem culpa, devia por esta gentinha toda na ordem e não o faz.
Mas o mais extraordinário desta notícia não é isto, é o facto de dizer o seguinte:
"Propomos uma redução da TSU de 20 pontos percentuais e poderíamos, a longo prazo, esperar um acréscimo de emprego de 10%, de cerca de 500 mil novos postos de trabalho",
Mas como é que não houve uma única pessoa a pensar nisto? Será possível? Reduzir/eliminar o salário mínimo (que é altíssimo) já tinha ouvido, agora reduzir a TSU para 3% e o desemprego baixa para a casa dos 3.5%-4% (dependendo do número de população activa), esta é nova.
O País da Europa com menor taxa de desemprego é a Holanda, com 4.2%. Nós podemos dar baile a esta gente toda. Basta seguir esta ideia.
Eu promovia este senhor a Ministro de Estado, da Economia, das Finanças, do Emprego e da Segurança Social. E daqui a 4 anos no final do mandato a Prémio Nóbel da Economia.
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