quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tretas da bolsa

Já escrevi várias vezes, sobre as tretas que os pseudo-especialistas em bolsa nos dão todos os dias para justificar ganhos ou perdas.

A de hoje, é genial.

Quando saí de casa por volta das 9h deu na TSF uma notícia sobre as bolsas e a determinada altura a jornalista da Reuters disse algo como: A bolsa está a valorizar porque as acções estão uma pechincha.

Achei engraçada a justificação e lembrei-me dela agora quando vi que a sessão de hoje terminou com ganhos. Fui ao site da agência Reuters e aqui está um excerto da notícia:

" "Estamos a testemunhar uma caça às pechinchas após as quedas fortes no passado recente. O mercado tem falta de direcção e os ganhos iniciais podem evaporar-se rapidamente, uma vez que os comentários das agências de rating continuam a estar em 'backgound'", frisou Keith Bowman, analista de equity na Hargreaves Lansdown. "

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Email enviado aos deputados (2)

No seguimento do post anterior, e das recentes declarações do Primeiro Ministro enviei um email aos 21 Deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República.

O email diz o seguinte:

"
Exmo.(a) Sr.(a) Deputado(a)

Estou a contacta-lo como membro da Assembleia da República e particularmente como membro da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, órgão que acompanha e fiscaliza o desenvolvimento das políticas financeiras e orçamentais do nosso Estado.

Ao longo do segundo semestre de 2011, o Governo foi-nos dando conta de um desvio nas contas do Estado. O último número apresentado foi de 3.400 milhões de Euros. Nessa altura fez o anuncio que iria aplicar uma taxa extra de 50% sobre o valor superior ao salário mínimo nacional do subsídio de Natal. Taxa que vale aproximadamente 800 milhões de Euros.

Na passada semana, foi divulgado a transferência de fundos de pensões da banca que correspondem a cerca de 5.600 milhões de Euros.

Se analisarmos estes 3 valores, temos que o excedente é de aproximadamente 3.000 milhões de Euros.

O Primeiro Ministro durante o fim de semana anunciou que o excedente era de aproximadamente 2.000 milhões de Euros.

Assim sendo tenho 2 questões para lhe colocar:

- Existe um novo buraco de 1.000 milhões de Euros? Onde é que as contas estão a falhar?

- Para se "gastar" o excedente que o Primeiro Ministro fala é necessário haver um orçamento rectificativo? Onde é que vai ser gasto? A que "economia" se vai dar mais liquidez?

Desde já agradeço o esclarecimento.

Com os melhores cumprimentos,

António Ribeiro
"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Buraco nas contas públicas

Em Abril de 2010 Pedro Passos Coelho pediu desculpa aos Portugueses por "estar a fazer aquilo que disse que não gostaria de fazer e que não achava que devesse ser feito, porque não defendi o aumento dos impostos". Hoje, uns meses depois já todos sabemos o que está a acontecer no nosso país! Anyaway....

Depois de o governo tomar posse veio a celebre frase do desvio colossal nas contas públicas. E de que valor se estava a falar? A última actualização deste valor (17 de Outubro de 2011) diz que o buraco é igual a 3.4 mil milhões de Euros.

Ora, vamos lá ver se eu consigo entender este valor:

I - 600 milhões de euros de despesas escondidas da RA da Madeira;

II - 560 milhões de euros de consumos intermédios do Estado, dos quais 335 milhões foram pagos em comissões à Troika;

III - 300 milhões de euros devido a uma redução menor do que a esperada em remunerações no sector da Educação, Administração Interna e Defesa;

IV - 800 milhões de euros devido a uma quebra de receitas correntes da segurança social, ministério da justiça, dividendos das participações do Estado;

V - 1140 milhões de euros dizem respeito ao BPN, a uma deterioração do Sector Empresarial do Estado e a não realização de venda de concessões e património do Estado.

Somando I+II+III+IV+V temos então 3400 milhões de Euros.

Dos quais 335+600 não se deveram a uma previsão errada de gastos/receitas mas sim do facto de se ter pedido ajuda internacional e de após a mudança de governo o governo da RAM ter admitido que tinha escondido despesas. A parcela IV e V acontecem devido ao facto de na proposta de orçamento de estado para 2011 não estar previsto haver recessão em 2011, por isso é natural que as receitas da segurança social sejam inferiores, é natural que as despesas da segurança social sejam maiores visto que há mais desemprego; é natural que haja uma menor receita vinda de dividendos visto que as empresas têm menos lucros e é também natural que não se consiga obter uma receita elevada em vendas de concessões e património do Estado porque o País se encontra em recessão.

Após nos ter sido apresentado o valor do buraco, foi-nos transmitido o corte de meio subsidio de Natal para todos os trabalhadores que ganhem mais do que o salário mínimo nacional. Esta medida permite um encaixe adicional de 800 milhões de Euros.

No dia de hoje, foi-nos transmitido que o Estado transferiu para a segurança social os fundos de pensões da banca (a que faltava transferir) e que isso representa uma receita para o Estado de 5.6 mil milhões de Euros.

Ora, se tínhamos antes um valor para cobrir de 3.4 mil milhões, recebemos um extra de 800 milhões e outro extra de 5.6 milhões, então onde é que estão os restantes 3 mil milhões?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fundos no futebol

Há coisas que eu não entendo e gostaria de entender.

- A Sporting SAD informa o mercado através da CMVM que comprou 100% dos direitos desportivos e económicos do jogador Ricky Van Wolfswinkel por 5.4 milhões de Euros no dia 3-6-2011. No dia 15-9-2011 esse valor afinal é de 5.075 milhões e o Sporting informa que vendeu metade do passe a um fundo privado por metade desse valor.
Ontem o Sporting apresentou as contas do primeiro trimestre 2011/2012 e diz na página 30 que detém apenas 35% do valor dos direitos desportivos e económicos do jogador Ricky Van Wolfswinke, assim sendo a minha pergunta é a seguinte: Quem é que tem os outros 15%? Foram oferecidos? Venderam? Por quanto? Gostava de saber.

- Gostaria ainda de saber onde andam os 50% do passe do Rinaudo e do Carrilho. 35% do Diego Rubio e do Marcelo Boeck. 25% do Matias e do Wilson Eduardo .20% do André Martins, do André Santos, do João Pereira, do Rui Patricio e do Onyew e 15% do Insua. Onde andam? Escapou-me alguma informação?

Isto dos fundos sempre me pareceu estranho, quem é que avalia o valor de um jogador para vender a um fundo?Que um fundo compre um jogador e o ceda a um clube durante um X de anos (bem como uma percentagem numa mais valia), já me parece mais transparente, agora assim...nunca me cheirou bem este tipo de negócios...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"Austeridade é receita para suicídio económico"

"Austeridade é receita para suicídio económico"

Quem o diz não sou eu, é Joseph Stiglitz.

Será que estamos a caminho de um suicídio económico? Gostava de acreditar que não...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tribute to Freddie

Este Post vem um pouco atrasado. Devia ter sido ontem, mas não tive oportunidade de o fazer.

Gostaria de deixar bem claro que embora Freddie Mercury tenha morrido fisicamente, fez ontem 20 anos, será imortal.

Quem é que se cansa de o ouvir? Eu não....

Aqui fica uma das melhores...num concerto que deverá ter sido fenomenal.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gorduras do Estado

Foi hoje aprovado o OE-2012 na generalidade pela AR. Um orçamento que no que diz respeito aos cortes das gorduras do Estado não faz mais do que cortar o subsidio de férias e de Natal aos funcionários públicos e reformados que ganhem mais de 1000€ brutos e um dos dois subsídios aos funcionários públicos e reformados que ganhem entre 485 e 999€. Quanto às tão faladas gorduras do Estado nos consumos intermédios, em vez de reduzir o valor em relação a 2011 há um aumento. Em relação às consultorias externas, em vez de se reduzir o valor, há um aumento.

Mas, passando à frente. Muitas pessoas dizem que as gorduras do Estado têm a ver com o número de funcionários públicos. Há quem diga que são muitos, gente a mais, muitos boys. Não sei se são muitos ou poucos. Acredito que há falta de mão de obra no Estado. Veja-se o caso dos tribunais, dos hospitais ou das escolas. Mas podem haver trabalhadores a mais, em serviços centrais dos ministérios ou nas autarquias por exemplo. Agora, generalizar que são todos gorduras, é completamente errado.

Nunca, como agora, se falou que os Protugueses vivem acima das possibilidades produzindo muito menos que os restantes países. Compara-se apenas a produvidade, porque o resto é esquecido. Só se fala do que convem. Assim sendo eu fui à procura de saber se Portugal tem ou não funcionários públicos a mais.

Ora, em 2008 os dados eram os seguintes:
País - Nr de funcionários públicos - % de funcionários públicos no total de trabalhadores
Belgium - 905 500 - 20.6%
Czech Republic - 1 003 900 - 19.90%
Denmark - 922 900 - 32.30%
Germany - 5 699 000 - 14.30%
Italy - 3 611 000 - 14.45%
Ireland - 373 300 - 17.70%
Greece - 1 022 100 - 22.30%
Spain - 2 958 600 - 14.60%
France - 6 719 000 - 29%
Netherlands - 1 821 600 - 27%
Austria - 476 900 - 11.80%
Portugal - 677 900 - 13.10%
Finland - 666 000 - 26.30%
Sweden - 1 267 400 - 33.90%
United Kingdom - 5 850 000 - 20.19%
Canada - - 20.4%

Ora bem, podem reparar que chamei a atenção do valor Português que é bem inferior ao da França e inferior ao da Alemanha (os que pensam ser donos da Europa e do Euro). Bem inferior ao Reino Unido e ao Canada de onde veio o Ministro Álvaro. Portanto, será que temos funcionários públicos a mais? Se calhar não...

Quanto às despesas pagas pelo Estado com funcionários públicos gostaria de mostrar o seguinte gráfico:



E quanto ao crescimento nos últimos 5 anos o crescimento da despesa com funcionários públicos é a seguinte:



Gorduras do Estado e despesismo....

Nota: Os dados em cima foram retirados daqui e daqui. Podem observar dados semelhantes aqui também.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Afinal em que ficamos?

Quando o PSD ganhou as eleições o novo PM disse que o Governo podia "surpreender" e "ir mais além do acordo" com a Troika.

O Governo cumpriu! Apresentou um programa de governo e começou por reduzir 50% do subsidio de férias de toda à gente que ganhe mais do que o salário mínimo nacional.

Na apresentação do OE-2012 retirou o 13º e 14º mês aos funcionários públicos nos próximos dois anos. Uma medida destinada a reduzir o défice provocado pelas chamadas gorduras do Estado. Algo, muito para além do acordo com o Troika.

Agora, diz-nos que o programa da Troika tem de ser revisto. Afinal em que ficamos? Era preciso ir mais além (e foram) e agora já não se consegue cumprir o acordo e por isso é necessário rever?

Então mais vale rever para melhorar a situação económica, para evitar a maior recessão dos últimos 35 anos e um aumento da taxa de desemprego. Quem vai beneficiar com a renegociação?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Para ouvir e pensar

Hoje, uma pessoa partilhou um link na net de um discurso protagonizado num filme pelo grande Charlie Chaplin!

Gostava de partilhar aqui no blog. Juntamente com esse, partilho o discurso de Severn Suzuki quando tinha apenas 13 anos numa conferencia da UN. Dois grandes discursos.

Ambos já tens uns belos anos, mas são cada vez mais actuais.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Verão 2012

Nunca fui a um festival de música. Já fui a vários concertos com alguns milhares de pessoas, mas um festival não.

Já tinha dito à Teresa que para o ano, se o cartaz for decente, vamos ao Rock-in-Rio em Lisboa. Mas depois de ver estes dois filmes (um do Sudoeste outro do Tomorrowland na Bélgica) acho que vou adicionar mais algo ao plano de festas. Se houver tempo/disponibilidade para isso claro.





Vamos ver quem vem a Portugal para o ano.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

É preciso ter lata!!!

Na semana passada apareceu na comunicação social uma notícia que dava conta que o Ministro da Administração Interna tinha casa na área de Lisboa, mas ainda assim requereu o subsídio de alojamento como membro do governo. Isto porque deu a morada de Braga.

O Ministro Miguel Macedo é Deputado na Assembleia da República desde 1987, ou seja há 24 anos que trabalha em Lisboa, mas diz que vive é em Braga.

Depois de muita discussão, que era algo imoral etc etc. O Ministro anunciou que: "Por decisão pessoal minha, amanhã mesmo, vou formalizar a renúncia a este direito que a lei me dá"

Diz ainda que: "a atribuição de subsídio para alojamento é um direito que "não foi criado de novo, existe há muito tempo na lei"."

Ora, é preciso ter uma grande lata para dizer aos Portugueses que o subsídio está previsto há muitos anos na lei. Digo isto porque se lerem o código do trabalho, o artigo 255.º ponto 1 e 2 diz o seguinte:

"Artigo 255.º
Retribuição do período de férias
1 - A retribuição do período de férias corresponde à que o trabalhador receberia se estivesse em serviço efectivo.
2 - Além da retribuição mencionada no número anterior, o trabalhador tem direito a um subsídio de férias cujo montante compreende a retribuição base e as demais prestações retributivas que sejam contrapartida do modo específico da execução do trabalho."

Diz ainda no artigo 254.º:
"Artigo 254.º
Subsídio de Natal
1 - O trabalhador tem direito a subsídio de Natal de valor igual a um mês de retribuição, que deve ser pago até 15 de Dezembro de cada ano."

Ou seja, o Ministro fica muito indignado quando o confrontam com o facto de ter uma casa em Lisboa, de viver em Lisboa há 24 anos e de receber 1400€ mês por ter dado a morada de Braga. Mas parece não ficar minimamente incomodado quando aprova em conselho de Ministros uma lei que prevê retirar aos funcionários públicos o DIREITO que a lei lhes confere de receberem subsídio de férias e subsídio de Natal.

É preciso ter lata!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OE 2012

O Orçamento do Estado para 2012 não tem só medidas más.

O governo prevê que haja uma, ainda maior, fuga aos impostos. Uma maior evasão fiscal. Uma maior economia paralela.

Imaginem qual foi a decisão que tomaram para minorar esse fenómeno? Algo que o António já tinha proposto em Abril de 2010 e depois em Setembro de 2010.

É caso para dizer, que alguém do Governo anda atento à conversa para ignorantes que por aqui passa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Orçamento de Estado 2012

Naquilo que me diz directamente respeito enquanto estudante/investigador/bolseiro o Orçamento do Estado para 2012, relativamente ao OE-2011 apresenta as seguintes variações:

Ano 2011
Fundação para a Ciência e Tecnologia 469 043 200 €
Instituto Superior Técnico 102 188 729 €

Ano 2012
Fundação para a Ciência e Tecnologia 394 565 754 €
Instituto Superior Técnico 85 484 181 €

Variação de 2011 para 2012
Fundação para a Ciência e Tecnologia -74 477 446 € (-15.88%)
Instituto Superior Técnico -16 704 548 € (-16.35%)

Sobre estes cortes, o vice-presidente do IST diz o seguinte:
"fuga de talentos de colaboradores, professores, investigadores e funcionários que tenham outras alternativas"
"Isto nota-se mais em carreiras de investigação que têm muita mobilidade nacional e internacional. Reduzir-se-á a função pública, mas pela via errada, que é perder os mais capazes e não aqueles que menos faziam"

domingo, 16 de outubro de 2011

Corrida Sporting

Hoje foi o dia da I Corrida Sporting.

Foi também a primeira vez que corri 10km numa prova.

A frequência com que vou correr é semelhante a 1 vez por mês e tinha como principal objectivo terminar sem nunca parar. Ou seja, correr 10km seguidos.

Objectivo conseguido.

Depois pensei que seria óptimo correr os 10 km em menos de uma hora. À passagem dos 8 km tinham passados pouco mais de 45 minutos e ao 9 km 51 e picos. O último quilometro foi feito a pensar que ia conseguir terminar com menos de uma hora. E assim foi.

56 minutos e 48 segundos. Muito bom! Agora que venha a meia maratona de Lisboa em Março.

sábado, 15 de outubro de 2011

Orçamento de Estado

Em Outubro de 2010, quando o OE para 2011 foi apresentado (pag.48) era esperado um crescimento do PIB de 0.2%. Entretanto o OE foi aprovado com os votos favoráveis do PS e a abstenção do PSD. O défice previsto (pág.105) era de 4.6%, representando 8 mil milhões de Euros negativos.

Entretanto foi alterado o limite do défice para 5.9%, ou seja 10 mil milhões de Euros.

No final de 2010 o Banco de Portugal alterou a previsão(pag.6) de crescimento do PIB para 2011, alterando uma previsão de estagnação para uma recessão de 1.3%.

A meio de 2011 a recessão prevista(pag.7) é mais acentuada e já é prevista uma recessão de quase 2% para 2012.

Nas últimas previsões(pag.93) do Banco de Portugal, era esperada uma recessão de 1.9% em 2011 e 2.2% em 2012.

Ou seja, no último ano, passámos de um crescimento previsto de 0.2% para uma recessão de quase 2% para o ano 2011. Como sabemos o défice é apresentado como uma percentagem do PIB. De 2010 para 2011 a previsão do PIB é negativa, ou seja o PIB não fica igual ao previsto inicialmente é mais baixo do que é esperado. Ou seja, se a diferença entre o que se ganha e se gasta for igual ao previsto no OE-2011 o défice é superior em percentagem visto que o PIB é inferior.

Tem sido falado na comunicação social que há desvios nas contas públicas, mas de acordo com o Banco de Portugal(pag.51) as despesas do Estado desceram nos primeiros 6 meses do ano. Ou seja, o desvio nas contas diz respeito a uma falha na receita e não numa despesa superior. A razão para haver uma falha na receita é o facto de estarmos em recessão e por isso há menos receita para o Estado.

Gostava que me fossem respondidas as seguintes questões:

- Onde estão as gorduras do Estado?

- Há descontrolo da despesa? Ou há falta de receitas?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Responsabilidade política

Hoje o Primeiro Ministro fez um discurso muito inteligente.

Começou por falar na necessidade de serem precisas medidas que nos permitam continuar a existir. Ou seja, ou são estas medidas ou então é uma catástrofe. Uma perspectiva negativa caso não se aceitem as medidas propostas pelo governo.

Em seguida, apresentou essas mesmas medidas ditas necessárias.

Terminou dizendo que só está a tomar estas decisões porque os últimos anos foram péssimos para o país a nível económico e financeiro.

Depois de anos a ouvirmos falar em gorduras do Estado, ainda não percebemos onde estão as gorduras do Estado. Eu pelo menos não. Alias, dá ideia que estão na saúde e na educação. Resta saber onde.

Relativamente ao passado, vamos a factos:

No ano de 2007 o défice da Administração Pública foi de 3.1% do PIB e a dívida pública era de 68.3%. Na Europa dos 27 a média era de 66.2% e na zona Euro de 59%.

No ano de 2008, ano em que começou a crise económica a nível internacional o défice foi de 3.6% e a dívida pública atingiu 71.6% (+3.3%).

Nestes dois anos, Portugal não cumpriu o pacto de estabilidade da zona Euro que impõe défices máximos de 3.0% do PIB e dívida pública de 60%. Acontece que, foram vários os parceiros do Euro nestas condições.

Em 2008 a dívida pública dos países da zona Euro atingiu 62.3% (+3.3%) e na EU-27 foi de 69.9% (+1.6%) do PIB.

Portanto, até ao final de 2008 Portugal andou, relativamente alinhado com a média dos restantes Países da Europa no que diz respeito a endividamento e défice.

O ano de 2009 foi um ano de recessão no nosso País (-2.6%), na zona Euro (-4.1%), na EU-27 (-4.2%), nos EUA (-2.6%) e também no Japão (-5.2%).

Portugal teve um défice de -10.1% do PIB e a nossa dívida do Estado subiu de 71.6% (2008) para 83.0% (2009). Houve um crescimento de 11.4% da dívida do Estado. Qualquer coisa como 15 mil milhões de Euros.

Na zona Euro o crescimento foi de 9.4% (69.9% para 79.3%).
Na EU-27 o endividamento cresceu 12.1% (62.3% para 74.4%).

Relativamente aos países da "Europa dos 27" a diferença já é considerável, mas quanto aos países da zona Euro, a diferença não é muito significativa (3.7%).

Até esta altura, Portugal era um país como dificuldades. Dificuldades partilhadas pelos restantes parceiros Europeus e não éramos vistos como "maus alunos".

Entretanto vieram as eleições e o governo deixou de ser maioritário. Necessitando de apoio parlamentar para aprovar o Orçamento do Estado.

Em 2010 o Orçamento do Estado foi aprovado com os votos a favor do PS, abstenções do PSD e CDS e com os votos contra das restantes bancadas parlamentares.

No ano de 2010 o défice foi de -9.8% e o endividamento externo chegou aos 93.3% do PIB. Por sua vez, o endividamento dos países europeus subiu, mas menos do que em Portugal. Atingiram 80.0% na EU-27 e 85.1% na zona Euro.

Em 2011 o Orçamento do Estado foi aprovado com os votos a favor do PS, abstenção do PSD e o voto contra das restantes bancadas parlamentares. É esperado um défice de -5.9% e a dívida pública deve chegar a 100.8% do PIB.

Nos últimos 2 anos o endividamento externo aumentou dos 83.0% para 100.8% do PIB. Durante estes dois anos os Orçamentos de Estado foram aprovados com votos favoráveis do PS e abstenções do PSD em dois casos e uma vez pelo CDS.

Já vimos que o crescimento da dívida pública dos países Europeus foi algo comum a todos eles e que Portugal não teve valores significativamente superiores aos dos restantes países, a não ser nos últimos 2 anos.

Deixo 4 questões:

-Será que os partidos que viabilizaram os últimos dois OE não estão ligados a este período negro da nossa história económica/financeira/social?

-Será que estes partidos, os actuais partidos do governo, se podem demarcar do aumento de dívida por parte do Estado Português nos últimos dois anos e dos défices excessivos?

-Será que o anterior governo agiu sozinho, sendo o único responsável pelos resultados obtidos com a execução dos OE?

-Se os últimos dois orçamentos eram maus e nos trouxeram até aqui, porque foram aprovados?

Esperamos que os próximos dois anos passem rápido e que Portugal possa voltar a sorrir.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estilo de liderança

A ser verdade, aqui está um belo exemplo do tipo de lideranças que temos hoje na Europa. Por causa deste tipo de lideranças é que estamos em crise há anos.

A notícia diz o seguinte:

"Passos telefonou à primeira-ministra eslovaca para dizer que o impasse em Brastislava lhe está a provocar um "ataque cardíaco"."

Será que isto mostra firmeza e confiança no futuro?

Quero acreditar que não passa de uma invenção, o pior é que já é noticiado e nível internacional.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Justiça em Portugal

I - Há duas semanas foi detido Isaltino Morais. Acusado, julgado e condenado em 3 tribunais do nosso país. Percorrendo todas as hipóteses possíveis de recurso relativamente aos factos de que era julgado.

Foi colocado em liberdade porque está ainda pendente um recurso no Tribunal Constitucional relativo a forma como deveria ter sido julgado, com ou sem júri.

Temos depois um dos advogados de Isaltino Morais a dizer o seguinte:

"O que aconteceu é gravíssimo. Meteram na cadeia um presumível inocente, uma vez que toda a gente é inocente até aos processos transitarem em julgado, o que não foi o caso"

Presumível inocente? Este senhor foi julgado e condenado por 3 tribunais, e é um presumível inocente?

O seu cliente já foi julgado e condenado em 3 tribunais diferentes. O recurso não pede para que sejam reavaliadas provas ou que o arguido seja considerado inocente, pede sim para ser um tribunal de júri a avaliar a questão.

II - Estamos constantemente a ouvir dizer que os políticos são isto, que são aquilo e que deviam estar presos etc etc...Quando temos um político acusado e condenado por 3 tribunais, por crimes de corrupção, as pessoas já dizem "Ah...coitadinho ele foi tão bom para o concelho, é inveja das pessoas por ele ter feito tanta obra".

Este argumento apenas mostra que as pessoas só olham para o seu umbigo, e que são egoístas.

Eu explico. O Isaltino fez muita obra em Oeiras. É verdade. Levou muitas empresas para Oeiras. É verdade. Tem uma das maiores taxas de população qualificada no concelho. É verdade. Isso faz aumentar as receitas do concelho que podem ser aplicadas em obras. É verdade.

Mas se essas pessoas, essas empresas, esses trabalhadores foram para Oeiras tiveram de sair de algum lado. Ou seja, a "boa" obra em Oeiras, conseguida da forma que todos sabemos prejudicou os concelhos vizinhos de Oeiras. As empresas sairam de Cascais, Sintra, Odivelas, Lisboa, Loures etc, para se irem instalar em Oeiras. As pessoas sairam de Cascais, Sintra, Odivelas, Lisboa, Loures, etc..., para irem viver para Oeiras. Como em tudo na vida, o bem de uns é o mal de outros.

Isto só acontece porque há conivência de todos os actores da justiça em que isto aconteça. Quando é que os crimes prescrevem? Se calhar não falta muito...

III - Hoje é notícia que o Ministério Público deduziu acusação sobre 5 jogadores do FCPorto devido ao caso do túnel da luz. Isto é uma anedota das melhores que já ouvi. É com isto que andam preocupados os procuradores? Porque é que não acusam também o treinadores que tentam agredir jogadores das equipas adversárias? Porque não acusam seleccionadores que tentam agredir outros jogadores? Isto de facto, parece uma anedota.

IV - Pegando no exemplo anterior, sugiro aos procuradores da República Portuguesa a investigarem o seguinte:



Parece que o senhor do altifalante é o mesmo que ameaçou um juiz da República Portuguesa. Será que alguém, no ministério público, vai investigar isto?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Crise Europeia/Mundial

Mas afinal qual é o modelo económico que a Europa quer adoptar para sair da crise?

Hoje, o Presidente da Comissão Europeia, disse numa entrevista à Euronews, que desde a crise de 2008 já foram aplicados na recapitalização da banca 500 mil milhões de Euros. Isto de apoio directo, fora garantias e outras ajudas. No total, foram 4.000 mil milhões de Euros.

O PIB da União Europeia é aproximadamente 16.000 mil milhões de dólares, ou algo como 12.000 mil milhões de Euros. Ou seja, nos últimos 3 anos foram injectados na banca o equivalente a 1/3 do PIB da UE de 2010, na banca Europeia.

Mas onde é que foi para esse dinheiro? Quem é que lucrou com esta crise continua desde 2008?

Enquanto os líderes Europeus não resolverem pôr mãos à obra, perceberem o que está mal e mudarem as regras do jogo, não vamos sair do cenário actual: austeridade --> recessão --> desemprego --> pobreza --> austeridade --> recessão --> desemprego --> pobreza ....

Para alocar dinheiro na Educação, na Saúde, no combate à pobreza nunca há dinheiro. Para salvar bancos e grandes empresas que entraram num jogo ganancioso há, e muito! Claro que depois da bolha rebentar, algo tinha de ser feito para minorar os estragos. Mas os culpados por esta crise internacional nunca foram chamados à responsabilidade.

Desde 2008 já resolveram os factores que nos levaram à recessão Europeia/Mundial? Terminaram as offshores? Terminou a especulação bolsista? Terminaram os produtos tóxicos dos bancos? Há mais regulação dos mercados?

Nada disto mudou. Não se aprendeu nada nestes últimos 3 anos.

P.S. A sorte é o petróleo estar cotado a menos de 100 dólares, se não a crise iria ser bem pior.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Taxa Social Única

Muito se fala da descida da Taxa Social Única (TSU). Foi uma das grandes bandeiras do candidato a Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho e parece que foi esquecida durante o tempo em que é de facto Primeiro Ministro.

Ainda ontem o Ministro Pedro Mota Soares disse que o governo ia aumentar o IVA na electricidade e no gás devido ao acordo que o ex-governo fez com a troika (deve-se ter esquecido que o PSD e o CDS também assinaram o acordo) mas ainda ninguém se lembrou de descer a TSU, algo que também ficou acordado. Não se trata de ser a favor ou contra a descida da TSU, trata-se de coerência. Tudo o que é para subir, foi acordado com a troika e tem de ser feito. O que é para descer faz-se depois que para já não dá.

O FMI diz que a taxa deve descer 8%. O problema está na descida de receita do Estado, cerca de 3.4 mil milhões de Euros. É necessário compensar essa descida de receita para equilibrar as contas. E afinal como é que isso se faz?

Quem viu o debate entre Sócrates e Passos sabe como se faz. Houve vários grupos a estudar o assunto: o PSD, o Banco de Portugal, a Universidade Nova e "várias pessoas preocupadas com o emprego em Portugal" e o candidato a PM Passos Coelho disse que a descida para ter impacto tem de ser significativa, e na altura falou de 4% e disse que a descida era "auto sustentável" e que não seria necessário haver alteração nos "impostos e na despesa" para compensar esta descida. Ora vejam o minuto 45.00

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Contradições políticas

Há contradições no nosso Governo que não consigo compreender. Nos últimos dias foram tantas que decidi partilhar o meu ponto de vista.

I - Aumenta-se o valor dos bilhetes dos transportes para que haja menos Estado na economia, mas depois dão-se subsídios. Qual a diferença (de principio) entre dar subsídios às pessoas ou dar compensações às empresas por terem tarifas mais baixas? Para mim, nenhuma. O que vai acontecer é que o valor do subsidio vai ser inferior ao valor das compensações. É o mesmo que dar com uma mão e tirar com duas.

II -Liberaliza-se o mercado da energia, para estimular a economia e a concorrência entre empresas (que não existem, por isso vai levar a um aumento dos preços) e depois dá-se um subsidiozinho a quem tem dificuldades. Ou seja, liberaliza-se/privatiza-se para que o Estado saia da economia e o mercado possa funcionar melhor, e quem sai prejudicado? O consumidor, para corrigir isso o governo resolve subsidiar.

III - Quanto aos subsídios a dar na energia, o Ministro da Economia falou que seriam perto de 5 milhões de euros para 850 mil famílias. O que dá a simpática quantia de 5.88€ por ano. Grande ajuda. Ou seja, o governo diz que vai liberalizar o preço da energia para que haja maior concorrência, mas por outro lado admite que os custos para os consumidores vão aumentar. De outra forma não iria disponibilizar fundos para subsidiar os que passam maiores dificuldades. Então para quê liberalizar os preços da energia? Para aumentar os lucros de empresas privadas monopolistas?

IV - Hoje ouvi uma parte da apresentação do Programa de Emergência Social, e o Ministro disse o seguinte: "É um programa que não significa mais Estado, significa sim mais IPSSs e melhor política social."
Então o Estado vai gastar 400milhões de Euros no primeiro ano e o Ministro diz que não há mais Estado? Eu percebo o que ele quer dizer, ele quer dizer que estes 400 milhões de Euros não vão ser aplicados pelo Estado mas vão ser dados aos privados para o gerirem à sua maneira. Portanto, há menos Estado e mais dinheiro para os privados. Chama-se a isto cortar as gorduras do Estado? Mais uma vez um exemplo contraditório.

V - Os membros do Governo falam há anos de que há Estado a mais em tudo e que deviam ser os privados a relançar a economia (com o subsídios claro está). Temos em Portugal 350 mil imóveis à venda. Milhares de casas entregues aos bancos e imobiliárias. E o Estado vai-se meter nesse assunto e promover o arrendamento de imóveis desocupados? Os privados não sabem fazer isso? Os empresários e os membros do governo que tanto falam do excessivo peso do estado, que queriam o "Estado fora dos negócios" e agora é o próprio governo que vai dar uma ajudinha a empresas privadas a arrendarem imóveis? Não entendo estas contradições.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Anedota

NUMA AULA DE HISTÓRIA DE PORTUGAL...

Pergunta a Professora:

- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?

- F$%&-se, ó stora, então essa m€rd@ também ainda não está paga?!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Liberalização dos mercados.

Hoje falo sobre liberalização dos preços. É claro para todos que onde há concorrência, a liberalização dos preços é benéfica para os consumidores. Isto aprende-se na escola e está muito estudado e aceite pela maioria dos economistas, e faz sentido para o comum dos consumidores.

Acontece, que quando existe liberalização dos preços num mercado em monopólio, o único que ganha é o monopolista. Nunca o consumidor.

No final do ano 2003 o Governo mandou liberalizar o preço dos combustíveis com o argumento de que:

"Essa prática conduz aos efeitos que um regime de preços administrativos teria, com a consequente ausência de desejável concorrência e dos benefícios para os consumidores."
e que
"Assim, a gasolina sem chumbo 95, o gasóleo rodoviário e o gasóleo colorido e marcado deixam de estar sujeitos ao regime de preços máximos de venda ao público, favorecendo a concorrência no sector."

Quem o disse foi Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares, Ministros das Finanças e da Economia.

Ora, todos sabemos que a GALP é monopolista em Portugal, na refinação e que tem uma posição bastante favorável na venda a retalho e que na prática isso levou a um aumento dos preços dos combustíveis. Desde a liberalização do mercado que o preço da gasolina sem chumbo 95 aumentou sensivelmente 60% e o gasóleo mais de 80%. Temos hoje em Portugal a 3º gasolina mais cara antes de serem aplicados os impostos.

Podemos ainda observar que a GALP passou de uma facturação de 7.4 mil milhões de Euros em 2003 para uma facturação de 9.25 mil milhões de Euros em 2004, ou seja um aumento de 25%. Ao qual se seguiu um aumento de 20% do ano de 2004 para 2005. Quanto aos resultados líquidos, passaram de 240 milhões para mais de 700 milhões em dois anos. Não será exclusivamente devido à liberalização do preço dos combustíveis, mas certamente que esta decisão teve um grande peso.

Portanto, o objectivo de liberalizar o mercado de forma a beneficiar os consumidores foi um fracasso, como já era previsto no passado.

Hoje, soube que o Governo pretende o fim das tarifas reguladas com o objectivo de trazer mais concorrência. E quando o CEO da EDP diz que isto é bom, não deve estar a pensar como consumidor de certeza. Portanto, se o lucro da EDP, empresa monopolista no mercado doméstico, é superior a mil milhões de Euros por ano, e se continua a aumentar os lucros à custa do mercado inexistente, imaginem os resultados que terá depois da liberalização dos preços. Esta medida está no memorando com a Troika, mas há que tomar medidas para estimular uma verdadeira concorrência, até lá, não deve ser aplicada. Caso contrário, para que concorrente da EDP se virarão os consumidores domésticos?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porque é que o totoloto não sai?

Porque é que o totoloto não sai?

A resposta é simples:

Antigamente a probabilidade de sair o totoloto era de 1 em 13 983 816. Semanalmente eram jogadas mais ou menos 4 milhões de apostas. Ou seja havia uma probabilidade de haver jackpot de mais ou menos 70%.

Agora, a probabilidade de sair o totoloto é de 1 em 24 789 492. Semanalmente são feitas menos de 3 milhões de apostas. Ou seja, há uma probabilidade de haver jackpot de quase 90%. Por isso é que desde que o novo totoloto foi criado, há quase 15 semanas, ainda só duas pessoas acertaram nos 5 números e número da sorte.

Dito isto, não prevejo grande futuro para o Totoloto. Custa 90 cêntimos por aposta, bem mais do que no passado (50 cêntimos) e é ainda mais difícil sair o primeiro prémio. Ou os senhores da Santa Casa mudam isto (baixando o valor da aposta, reduzindo o número de "números da sorte" possíveis) ou quando o Totoloto sair as receitas diminuem drasticamente.

Isto já para não falar do Euromilhões, que tem uma probabilidade de 1 em 104 milhões. Quando são jogadas menos de 40 milhões de apostas por jogo. (A não ser quando os jackpots sobem).

Assim sendo, resta perguntar: Será que o Totoloto foi alterado mesmo para não sair? Começo a acreditar nisso...

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Dessa água não beberei"

Sobre a questão do "Jobs for the boys".

1º exemplo - Tenho estado atento ao actual Governo que tanto falou de nomeações no passado e hoje o Ministro da Administração Interna, ex-líder parlamentar do PSD nomeou:
- 4 secretárias;
- 1 chefe de gabinete;
- 2 adjuntos;
- 1 funcionário para prestar apoio administrativo;
- 1 assessor.

Ou seja, para um único Ministro, 9 trabalhadores. Não sei quantos tinham os ex-Ministros, mas tanto falaram no passado e parece que agora não fazem mais do que abandonar as gravatas, os hábitos são os mesmos.... Veremos o que têm para nos mostrar os restantes Ministérios.

2º exemplo - O jornal i noticia que foram nomeados "103 novos policias para controlarem o memorando e as contas públicas".
Será que foram estes 103 que descobriram de um dia para o outro um buraco nas contas públicas? É que a Comissão Europeia, o FMI, o Governo, o PSD e o CDS não conseguiram ver...

3º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do CDS. 30 nomeações para 24 Deputados.

4º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do PEV. 10 nomeações para 2 Deputados.

5º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do BE. 15 nomeações para 8 Deputados.

6º exemplo - Nomeações do Grupo Parlamentar do PCP. 41 nomeações para 14 Deputados.

Estou para ver as nomeações do PS e do PSD. Ainda não foram publicadas em DR. Todos falam, mas depois na prática não fazem nada.

Estaremos (espero eu) cá para ver o que nos resta o futuro!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que faz um Cientista?

Ontem deixei de ser Investigador e passei a ser "aspirante a Cientista"!

"Um Cientista é uma pessoa normalíssima, que tem uma curiosidade muito aguçada e que quer saber sempre mais. E que gosta muito, muito de pensar, e de perguntar e de tentar ir mais além."

"Uma pessoa que gosta de estudar, de aprender coisas novas, de responder a perguntas..."

"Querer saber mais do que está a fazer, e porque é que acontece e porque é que não acontece..."

"...tem que se interessar pela descoberta..."

"...tentar descobrir sempre e não desistir..."

"Um cientista é antes de mais um sonhador, isto é alguém que acredita que pensar no Universo vale a pena (...) e que vai levar o Mundo em que vive mais além..."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pobreza em Portugal

No Brasil o lema é o seguinte: "País Rico, é país sem pobreza."

Quem não concorda? Jamais seremos um país rico enquanto tivermos pobreza. E pobreza gritante.

De acordo com um estudo do INE, Portugal apresentou em 2009 um índice de risco de pobreza de 17.9% em 2009. Resta saber qual será em 2010, 2011..etc.

Considera-se que uma pessoa está em risco de pobreza quando recebe um valor mensal inferior a 434€. 22.4% dos nossos jovens estão em risco de pobreza. Temos uma taxa de desemprego acima de 12%. 36.4% dos desempregados estão em risco de pobreza.

Muitas pessoas consideram que as prestações sociais dão dinheiro a quem não quer fazer nada. Há outra leitura possível que se observa nos dados do INE. As prestações sociais retiram do risco de pobreza mais de 800 mil pessoas do nosso país.

Para mim, o mais escandaloso/vergonhoso/criminoso nestes dados, é o facto de haverem 9.7% de trabalhadores em Portugal, ou seja, sensivelmente 1 milhão de pessoas que trabalha (não estão em casa a ver televisão nem a beber imperiais no café) e está em risco de pobreza. Trabalha e está em risco de pobreza. E quando um adulto que trabalha está em risco de pobreza, imaginem os filhos...

domingo, 3 de julho de 2011

Dream Trip

Gostava de ter a oportunidade de conhecer o Mundo. Viajar sem limite de orçamento durante um determinado período, sem pressa de voltar. Uns quantos meses deveria dar para dar "a volta ao Mundo".

Neste momento, este sonho só seria possível caso acertasse em 5 números mais uma estrela ou um número da sorte. Como isso é improvável, terei que procurar formas alternativas para conhecer o Mundo ao longo da minha (longa espero eu) vida.

Sonhando um pouco, que será possível acertar nos tais números. Uma das hipóteses para me ajudar a definir o percurso é o circuito de Ténis Mundial. Seria um óptimo pretexto para viajar. Ora vejamos o calendário de 2012:

Janeiro: Começava no Qatar (1 semana), seguia para Auckland (1 semana) e depois passava por Melbourne para ver o Australian Open.

Fevereiro: Santiago do Chile, Costa do Sauipe, Buenos Aires e Acapulco.

Março: Março era o mês dos EUA, começava na Califórnia, seguia pelo interior e acabava em Miami.

Abril: Em Abril vinha para casa, comemorar o meu aniversário e seguia directo para o Monaco, Bucharest e Belgrado.

Maio: Mês da Europa, aproveitava para visitar a Europa Central (Áustria, Republica Checa, Eslováquia, Polónia). Na parte final do mês seguia para Paris para ver Roland Garros.

Junho: É o mês de Queens e Wimbledon, aproveitava para visitar todo o Reino Unido.

Julho: Suécia, Suíça e 2 semanas de "férias", talvez para conhecer os países Nórdicos.

Agosto: Estando nós em ano Olímpico, seria um mês em Londres.

Setembro: Aniversário da Teresa, pelo que teria de adiar uma visita ao US Open. Depois seguia para Moscovo, São Petersburgo e Malásia.

Outubro: Iria a Tokyo, Shanghai, como não tinha tido oportunidade para visitar a Tailândia, terminava o mês de Outubro na Tailândia.

Novembro e Dezembro: Como não tinha havido hipotese para tal, visitar alguns destinos que ainda me ficava a faltar: Moçambique, São Tomé, Tanzania, Quenia, Timor, Hawaii...Eram 7 semanas até ao Natal para visitar estes 6 destinos.

E pronto, aqui estava uma volta ao Mundo alegrada pelo Ténis. Claro que o Ténis era apenas uma desculpa para viajar. O mais importante era conhecer a cultura e os diferentes países, podendo assistir a umas quantas partidas que considerasse interessantes.

Por isso já sabem, se me cair algo do céu (os €'s obviamente) proponho um trajecto deste tipo à Teresa para o ano de 2012.

P.S. Vou fazer uma estimativa de custos, depois digo-vos algo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma miragem de Portugal

Ontem, o PM anunciou que ia aumentar os impostos e que a receita adicionar prevista será de aproximadamente 800 milhões €. (não foi este PM que disse que "Os Estados e os políticos só têm moral para impor sacrifícios aos cidadãos quando atacam a gordura do Estado" ? Ah sim, o património dos Governos Civis é "gordura do Estado") Anyway....

Hoje veio a público uma notícia que diz o seguinte: "Fisco e Segurança Social deixam prescrever dívidas de 919 milhões".

Ou seja, se a "máquina fiscal" funcionasse como é sua obrigação, só aqui teríamos uma folga de cerca de 100 milhões.

No mesmo dia que o PM anunciou um aumento de impostos, é noticiado que a economia paralela vale quase 20% do PIB, ou seja qualquer coisa como 33 mil milhões de euros. Se essa economia paralela descesse para metade, o Estado arrecadaria por ano qualquer coisa como 5 mil milhões de Euros, considerando IVA+IRS+SS+IRC. E isto, considerando um valor de impostos total sobre o produto gerado de 30%, quando na prática anda na casa dos 40%.

Não estou a falar de irradicar a economia paralela, isso é impossível. As pessoas vão continuar a ter hortas, a não pedir facturas de pequenos valores, etc. Estou a falar em reduzir para metade. Será impossível? Julgo que não.

Tendo em conta os valores do PIB e do défice dos anos 2007 a 2010, poderíamos ter um PIB 10% superior, e o défice praticamente desaparecia nos anos 2007 e 2008 "apenas" com a diminuição para metade da economia paralela.

Infelizmente, o problema não se esgota na economia paralela.

De acordo com o relatório de actividades do ano 2010 da Direcção-Geral dos Impostos, Portugal tem constantemente valor altíssimos de dívida fiscal incobrável.





Eu não sou Marco-Economista, por isso estes dados que vou apresentar em seguida têm certamente erros, mas ainda assim podem servir como estimativas para valores virtuais do PIB, da dívida e do défice.

Os primeiros dados dizem respeito a valores oficiais. Os dados seguintes dizem respeito a valores virtuais do que seria o PIB, o défice e a dívida pública se conseguíssemos reduzir para metade a economia paralela e se as dívidas incobráveis fossem na realidade cobradas. Porque só assim poderá haver justiça fiscal e justiça social.



-Podemos observar que durante os anos 2007 e 2008 não teria havido défice.
-Durante o período de crise internacional e depois da mesma, o défice não teria passado a barreira dos 5%.
-Em 2007 e 2008 a dívida pública teria diminuído, visto que se utilizava o excesso orçamental para pagar dívida, nos anos seguintes a dívida teria aumentado, situando-se no final de 2010 em pouco mais de 65% do valor do PIB (que seria 10% superior ao registado).

Ou seja, arrisco dizer que teríamos contas públicas de fazer inveja a qualquer país do G20, ou mesmo do G8. Se canalizássemos esses excedentes orçamentais para um efectivo desenvolvimento do país. Então hoje seriamos muito mais ricos e a crise não passava de conversa da treta. Mas em vez disso, temos pessoas a liderar o país, seja no sector público seja no privado que não têm coragem, ou capacidade de inverter o estado actual da nossa Justiça. Enquanto assim for, Portugal vai ser cada vez mais pobre e mais triste. E podem acreditar numa coisa, a percentagem de 20% de cérebros que deixa o país vai continuar a crescer, fazendo com que o país fique mais pobre e mais triste. Vamos entrar uma espiral a caminho do abismo social.

Realmente, está na hora de mudar. Vamos ver se Portugal muda para melhor, se fica tudo na mesma ou se muda para pior. A ver vamos...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Diálogos na capital

Hoje ao fazer uns km's a pé em Lisboa passei por muitas pessoas e ouvi muitas pessoas a falar. Vou partilhar 2 desses diálogos.

I - Três colegas de trabalho saem da empresa...

Uma diz algo do género: "Hoje o chefe embirrou que vinha de chinelos, isto não são chinelos são sandálias!!"
Outra responde: "Pois, também já me chamou a atenção porque um dia vim trabalhar de cai cai"

II - Uma rapariga na casa dos 30 passeia um cão e fuma um cigarro,

Passa por um casal que está sentado num banco.

Após trocarem cumprimentos ele diz: " Isso é um charro? Deixa-me lá dar uma passa!"
A rapariga responde com profunda tristeza: "Não, por muito pena minha não é um charro!"

E assim vai a nossa cidade!!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Thank You #1

Hoje começo uma nova rubrica: "Thank You". Para agradecer a pessoas que me inspiraram, nomeadamente figuras do desporto.

Começo hoje por Zinedine Zidane, que hoje celebra o seu aniversário.




Nasci em 1985 e lembro-me de futebol mais ou menos desde o ano de 1993.

Nestes últimos 18 anos, houve vários jogadores que admirei. Zidane foi um deles, talvez o maior deles todos.
Hoje faz 39 anos. Parece que já foi há uma eternidade que deixou de jogar futebol, tal foi o vazio que deixou nos campos. Felizmente hoje o RM tem um novo maestro no meio campo, que me faz lembrar o grande Zidane, veremos que marca deixa no futebol.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O "canito" seguiu a sua vida

Após dois dias a dormir no meu quintal, decidiu seguir a sua vida.

Ainda bem! Livrou-me de trabalhos maiores.

Ainda assim, deu que pensar. Será que se perdeu? Será que o abandonaram? Será que estava a morrer por ser velho? Será que o trouxeram até aqui à praceta de carro?

Não sei! Sei que entrava no carro sempre que abria a porta. Que não tinha medo de pessoas. E que depois de ter sido dada a volta ao bairro não encontrou a sua casa. Por isso julgo que estivesse doente e o vieram aqui trazer de carro, para bem longe de casa.

Enfim, há gente assim....

quarta-feira, 15 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Reestruturação do Lloyds

Hoje em dia, quando as empresas estão a passar dificuldades (lucros inferiores ao pretendido) a solução mais simples e comum é despedirem-se milhares de pessoas.

Hoje foi anunciado na comunicação social que o Lloyds Banking Group, que tem aproximadamente 100 mil trabalhadores, vai despedir 15 mil. Ou seja, 15% da sua força de trabalho. Depois de no ano 2009 terem despedido 28 mil pessoas.
O rosto deste despedimento é o Português António Horta-Osório.

Uma empresa que foi a falência com a crise internacional, o governo injecta dinheiro dos contribuintes para salvar o banco e o plano estratégico passa por despedir 43 mil pessoas em 2 anos.

Resultado da "reestruturação"?

"Despite steering Lloyds into one of the biggest bailouts in financial history, Mr Daniels took home £2.6million in salary and bonus last year and could receive a further £1.3m in long-term incentives."

Hmm, está certo! O tempo dirá o que vai acontecer.

Ainda assim, continuam a recrutar trabalhadores.

Well Done!!!

domingo, 12 de junho de 2011

Analistas Financeiros vendem gato por lebre

Este é o título de uma notícia de hoje, que diz que os analistas financeiros vendem gato por lebre. Quem o diz é a CMVM. Mas qual é a novidade?

Então um analista financeiro prevê que as acções de uma determinada empresa subam 20% em 6 meses e vai informar o mercado disso? Se ele soubesse que isso teria uma forte probabilidade de acontecer, o que faria era comprar as acções e ficar caladinho. Ou não?

Por isso é que 57% das recomendações é de "compra", para ver se enganam mais uns quantos (como eu).

Dizem ainda que: "A capacidade de acerto dos analistas financeiros é reduzida" e que mais de 80% das previsões tem erros superiores a 10% da previsão inicial.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ministros do novo governo

Muito se fala de futuros ministros do governo PSD-CDS. Estou convencido que se PPC se rodear de boa gente, é capaz de se aguentar até ao final da legislatura e depois nessa altura avaliaremos o seu desempenho. Caso se deixe enrolar e convide apenas políticos para os ministérios, dificilmente chegará ao Verão de 2013 como PM.

Vou sugerir alguns nomes como possíveis Ministros. Não sei qual a preferência política das pessoas, nem tão pouco se estão disponíveis para aceitarem tal responsabilidade. Mas como cidadãos Portugueses e como pessoas activas na nossa sociedade, lembrei-me delas.

António da Câmara - Um homem da Ciência, um empreendedor. Sugestão para o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, poderia partilhar a pasta da Economia.

José Epifânio da Franca - Outro homem da Ciência, outro empreendedor e com visão para o futuro de Portugal. Tal como António Câmara, poderia ocupar o Ministério da Ciência e do Ensino Superior e da Economia.

Vítor Bento - O mais provável candidato a Ministro das Finanças.

Para a Administração Interna, julgo que poderia avançar Paulo Portas. Há tantos anos que fala de justiça, de prisões, de polícias. Está na hora de assumir a responsabilidade.

Para o Ministério da Justiça, um dos mais importantes, proponho o Prof. Germano Marques da Silva. Nesta área é necessário gerar um amplo acordo de Estado, de modo a remarem todos para o mesmo lado. Parlamento + Magistrados + Polícias + Advogados, todos devem trabalhar no sentido de melhorar uma das piores áreas do nosso País, a Justiça. Estou convicto que o Prof. Germano Marques da Silva seria uma voz a ser ouvida por todos estes agentes.

Estes são os Ministérios que considero fundamentais para Portugal sair da crise económica/financeira em que se encontra: Economia, Inovação, Finanças, Justiça + Administração Interna.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Resultado das eleições

Há uns dias falei da possibilidade de um partido que não está representado na AR eleger um Deputado.

Essa possibilidade não se concretizou.

Um dos motivos pelo qual não se concretizou é a forma como são eleitos os Deputados, através de uma série de círculos eleitorais.

Em seguida apresento as percentagens de votos, o número de Deputados eleitos até agora (226 dos 230) e a percentagem de deputados que cada partido elegeu.




Observamos que há dois partidos claramente beneficiados com o sistema actual, o PSD e o PS. Têm 38.63% e 28.05% dos votos e 45.65% e 31.74% dos deputados (e ainda vão somar mais deputados cada um).

Os restantes partidos têm uma percentagem de deputados inferior ao número de votos.

Uma das sugestões que dei, e há muitas pessoas que o defendem, é haver um único circulo eleitoral. O que aconteceria nesse caso?




Considerando a eleição de 230 Deputados, o PSD teria menos 9 deputados e o PS menos 4. Apesar desta perda, ainda teriam uma percentagem de Deputados superior à percentagem de votos. Os restantes partidos teriam um ganho significativo de deputados: o CDS mais 5; o PCP mais 3 e o BE mais 4.
Com um único circulo eleitoral teríamos mais 3 partidos representados na AR: 2 deputados do MRPP; 2 deputados do PAN e 1 deputado do MPT.
Seriam necessários cerca de 22.500 votos para eleger um deputado. O que equivale a 0.4% dos votos. Considerando que temos 230 Deputados, cada deputado equivale a 0.43% dos votos.

Moral da história: Os partidos que têm a capacidade para alterar a lei eleitoral seriam os mais prejudicados com a alteração. Esta é a razão pela qual dificilmente a lei será alterada. Não deixariam de estarem beneficiados pelo método de Hondt mas um único circulo eleitoral permita uma maior representatividade dos votos na AR.

sábado, 4 de junho de 2011

Jobs for the boys

Amanhã há eleições e o candidato do PSD a PM tem dito várias vezes que com ele não há jobs for the boys; que "os "espertalhões que sabem colocar-se na hora certa" ao lado de quem "vai ganhar" não vão ter lugar nos cargos do Estado"; diz que promete"não examear a administração pública de quadros do partido"; e companhia limitada.

É óbvio que se tem de limpar das empresas públicas e das empresas privadas que vivem à conta do Orçamento de Estado os abana-bandeirinhas dos partidos.

Mas fazer passar a ideia que se é diferente dos outros quando na prática se faz parte do esquema de "Jobs for the Boys" não fica bem a ninguém.

Eu gosto de números, não gosto de conversa. Por isso deixem lá o passado que ninguém tem moral para falar e mudem é a prática do futuro que aí vem.

Ora vejam:



Pedro S. Martins, 2010. "Cronyism," Working Papers 37, Queen Mary, University of London, School of Business and Management, Centre for Globalisation Research.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Esperança Média de Vida

De acordo com um recente estudo do INE, restam-me pouco mais de 50 anos de vida.

Já vivi mais um terço da minha vida. Tenho de acelerar o passo, há muitas coisas boas por fazer, muitos sítios para conhecer, muitas praias para mergulhar, filhos para alimentar (...) etc etc etc!!!

Ora vejam:



P.S. Tratam-se de dados previstos, ninguém sabe se chegarei aos 76 anos, ou aos 99. Pelo menos eu gosto pensar assim...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Més que un club"

Não podia deixar de dedicar um post ao grande clube que é o Futebol Clube de Barcelona. No passado Sábado deu mais uma demonstração de bom futebol.

Há jogadores que têm a sorte e a arte/habilidade de terem nascido numa determinada época e pertencerem a um determinado clube.

O Barcelona que venceu a Liga dos Campeões no Sábado, jogou com com 7 jogadores Espanhóis, todos eles campeões do Mundo, o Puyol entrou na segunda parte, elevando o número de Espanhóis campeões do Mundo para 8. Desses 8, 7 foram formados nas escolas do Barcelona, aos quais somamos o Messi que embora não seja Espanhol, foi promovido à equipa principal do Barcelona vindo das camadas jovens. Moral da história: o Barcelona tem 8 jogadores na equipa principal, titulares na maioria dos jogos, que são oriundos da formação do clube, 7 deles Espanhóis.

Destes 7 jogadores Espanhóis, gostaria de referir que 4 ganharam em 3 anos os seguintes títulos: Campeonato da Europa de Selecções; Campeonato do Mundo de Selecções; 2 Ligas dos Campeões da Europa de Clubes; 1 Campeonato do Mundo de Clubes; 3 Ligas Espanholas. Fico-me por aqui.

Estes 4 jogadores são os seguintes: Puyol; Iniesta; Xavi; Valdés.

O Piqué, Busquets e Pedro não venceram o Campeonato da Europa de Selecções, mas nenhum deles tem mais de 24 anos, por isso ainda têm essa possibilidade.

Junta-se a estes jogadores, o David Villa, que se transferiu no inicio da época para o Barcelona, e portanto ainda só ganhou um campeonato Espanhol, uma Liga dos Campeões, o Campeonato do Mundo de Selecções e o Campeonato da Europa de Selecções. Terá oportunidade no final do ano para ganhar o Campeonato do Mundo de Clubes.

Estes jogadores, fazem parte de uma geração de jogadores Espanhóis que ficará na História por terem ganho o Campeonato da Europa e o Campeonato do Mundo em 2 anos. Ficarão também na História do futebol por terem feito parte de uma equipa extraordinária, comandada por Guardiola, que joga um dos melhores futebóis que eu já vi e que soma a isso o facto de ganhar títulos. Há muitas equipas que jogam bom futebol, mas que não ganham títulos. Em apenas 3 anos marcarão a História do futebol nos próximos 50 (digo eu).

Daqui a 50 anos, ainda se falará da equipa do Barcelona de Guardiola e de jogadores como Xavi, Iniesta, Puyol, Valdés, Pedro, Busquets, Piqué e Villa.

Há muitos jogadores que ficaram na História por terem ganho muitos títulos e terem marcado gerações: Gento; Trapatoni; Ancelotti; Eusébio; Di Stefano; Muller; Puskas; e mais recentemente Raul; Giggs; Maldini e Seedorf. Só para citar alguns.

Mas quantos têm a honra de terem ganha tudo o que havia para ganhar, tanto em clubes como em selecções? Não muitos...

domingo, 29 de maio de 2011

Humor Político

Um político português queria fazer uma obra e chamou três engenheiros de empresas de três nacionalidades diferentes:
Um alemão, um americano e um português.

Alemão: Faço a obra por 3M €: -1M € pela mão-de-obra; 1M € para o material e 1M € de lucro.

Americano: Faço por 6M €: 2M € pela mão-de-obra; 2M€ pelo material e 2M € de lucro, mas o serviço é de primeira qualidade.

Português: Faço por 9M €.
- Nove?!? – pergunta o Político.
O Eng. responde - Acha muito?? Então são: 3M € para mim; 3M € para si e 3M € para o Alemão fazer a obra…
- Feito!!! (responde o político)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Proponho o novo Super Ministro de Portugal

O Presidente do Fórum para a Competitividade propõe uma redução da Taxa Social Única (TSU) de 20%, passando a ser 3.75%. Para compensar a descida da TSU propõe que se crie apenas 1 escalão de IVA a 25%, como se faz na Dinamarca.

É óbvio para todos que se os custos do trabalho forem reduzidos, as empresas são mais competitivas. Neste exemplo, da descida da TSU em 20%, como diz e bem o Sr. Ferraz da Costa, teríamos "efeitos equivalentes na competitividade a uma desvalorização de 20%". Correcto!
O que gostaria de saber é qual é a percentagem do gasto com salários no total de gastos da empresa. Isto é que eu gostaria de saber, ou seja: Qual a percentagem de redução nos gastos totais das empresas com a descida de 1% da TSU, por exemplo. Isto nos vários sectores. Há sectores com mão de obra intensiva e por isso o gasto com salários é superior a outros sectores.

E porque é que eu digo isto? Porque se pensarmos que as empresas se tornam mais competitivas temos de assumir que elas competem num qualquer "campeonato". Quem são os países nesse campeonato? Queremos ser competitivos com quem?

-Com a Dinamarca? Alemanha? Holanda? Finlândia? Países que têm uma balança comercial positiva? (Importações-Exportações>0)
-Com a Bélgica? Áustria? Luxemburgo? Suécia? UK? Itália? França? Irlanda? Países que têm um salário mínimo, no mínimo duas vezes o Português?
-Nestes países acima o salário médio é muitas vezes 4 vezes mais do que o salário médio de um Português. Querem competir com estes países? Com salários médios de 800€? A nossa falta de competitividade não vem de termos salários elevados, vem de outra coisa.

Mas claro, podemos sempre querer competir com países como a Hungria, Lituânia, Letónia, Estónia, Ucrânia, Bielorrússia, quem sabe China? É este o benchmark dos empresários Portugueses?

Enfim já não há paciência para aturar esta gente, depois queixem-se que o Governo tem culpa de os cerebros estarem a abandonar o país. Realmente tem culpa, devia por esta gentinha toda na ordem e não o faz.

Mas o mais extraordinário desta notícia não é isto, é o facto de dizer o seguinte:

"Propomos uma redução da TSU de 20 pontos percentuais e poderíamos, a longo prazo, esperar um acréscimo de emprego de 10%, de cerca de 500 mil novos postos de trabalho",

Mas como é que não houve uma única pessoa a pensar nisto? Será possível? Reduzir/eliminar o salário mínimo (que é altíssimo) já tinha ouvido, agora reduzir a TSU para 3% e o desemprego baixa para a casa dos 3.5%-4% (dependendo do número de população activa), esta é nova.

O País da Europa com menor taxa de desemprego é a Holanda, com 4.2%. Nós podemos dar baile a esta gente toda. Basta seguir esta ideia.

Eu promovia este senhor a Ministro de Estado, da Economia, das Finanças, do Emprego e da Segurança Social. E daqui a 4 anos no final do mandato a Prémio Nóbel da Economia.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eleições 2011

A Sic, o Expresso e a rádio renascença começaram hoje a apresentar sondagens diárias relativas às Eleições do próximo dia 5 de Junho.

E o motivo pelo qual escrevo é o seguinte:

Será que haverá algum Deputado eleito para além dos 5 partidos (PS-PSD-CDS-BE-PCP*) representados na Assembleia da República?

Há uma semana atrás, diria que probabilidade era elevada. Se o Partido de José Manuel Coelho tivesse 33% dos votos (15mil) que ele teve nas últimas eleições presidenciais (45mil), na Madeira, então José Manuel Coelho seria eleito Deputado. Depois do que fez no último debate na RTP duvido que o consiga.

Hoje, digo que é muito difícil alguém ser eleito, mas tendo em conta que nas últimas eleições os "restantes" partidos tiveram 3.11% e que a sondagem diz que poderão ter algo como 6.4%, ou por aí. Em Lisboa, por exemplo, se um Partido conseguir 1.8%-2% dos votos (mais ou menos 20mil votos) fica muito próximo de eleger um Deputado. Assim sendo poderão haver novas vozes no Parlamento. Era bom, fosse que voz fosse.

A ver vamos, como corre o resto da campanha.

* Nota: (Os Verdes é PCP, apenas se "separam" para terem mais tempo de antena no Parlamento)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Educação? Sim ou não?

Nas últimas semanas tem-se falado muito em Portugal de desemprego e de educação.

Vou partilhar alguns dados convosco da educação e do emprego.



Nesta tabela podemos ver a diferença entre Portugal, Espanha e Europa dos 27 no ano de 2009.
E vocês perguntam: Quem é a Europa dos 27? É uma Europa com a Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica (países que consideramos ricos), mas também com a Grécia, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, Lituânia, Estónia, Letónia, Bulgária, Chipre, Roménia e Polónia (países com PPP próximos do nosso). Portanto a EU27 não é só composta por países "ricos", por isso se estes últimos países tiverem taxas semelhantes às nossas, imaginem como não será nos tais países "ricos".

Relativamente aos empregados podemos ver em Portugal 62% dos empregados tem no máximo 9 anos de escolaridade completos. Na Espanha esse número fica-se pelos 39% e na Europa 21%. Temos apenas 18% de empregados com ensino superior concluído enquanto a Espanha tem 37% e a Europa 29%.

Quanto aos empregadores a diferença é ainda mais relevante. Em Portugal 79% dos empregadores não tem mais do que 9 anos de escolaridade completos, enquanto na Europa esse número não passa de 27%, praticamente um terço. Quanto os empregadores com cursos superiores na Europa representam 28% do total de empregadores, enquanto que em Portugal é de apenas 11%.

Temos por um lado uma herança do passado, na falta de aposta na educação, durante muitas décadas. Não esquecer que até há pouco mais de uma década o ensino mínimo obrigatório era de apenas 6 anos, tendo passado para 9, e recentemente para 12. E por outro a inércia das pessoas (trabalhadores e empregadores) que não gostam de voltar à escola para adquirir novos conhecimentos e novas competências.

Mas para alguns iluminados a falta de competitividade do país diz respeito ao salário abusivos que os trabalhadores recebem, à falta de flexibilidade das leis laborais, à TSU ou então ao facto de não termos o mesmo fuso horário dos restantes países europeus (também já ouvi esta).

Se virmos os dados do desemprego em Portugal no primeiro trimestre do ano, podemos observar que 67% dos desempregados tem no máximo 9 anos de escolaridade completos, 20% 12 anos e os restantes 12% com cursos superiores.

Será que não vale a pena estudar? Investir na Educação? Não tenho dúvidas que sim. O melhor seria estudar numa Universidade em que as pessoas confiam, mas nunca será melhor ter apenas o 12º ano a ter um curso superior numa escola menos boa, e nunca será melhor ter apenas o 9º ano do que o 12º ano e assim sucessivamente.

Se há défices no nosso País o da educação é o maior e deve ser combatido. É uma luta que não se ganha num ano, nem mesmo em 5, mas se não for combatida desde já daqui a 20 anos estaremos claramente mais pobres do que hoje.

P.S. Ao escrever este post tive uma ideia a explorar no meu trabalho de investigação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fundo Social

Em Novembro de 2009 ao ver um reportagem sobre crianças com autismo, fiquei a pensar sobre o assunto: A falta de apoios que os pais têm; falta de equipamentos sociais que possibilitem as crianças de ter um acompanhamento adequado; etc etc...

Nessa altura tive uma ideia: Porque não as empresas com lucros superiores a 1 milhão de euros pagarem mais 2 a 5% de IRC para financiarem IPSS, Fundações ou algo do género que prestem este tipo de apoios sociais. Seja para crianças, seja para os idosos.

Trata-se de um aumento de imposto que não põe em causa postos de trabalho nas empresas, apenas pagariam aquelas que têm mais de 1 m€ de lucros. E será que haveriam accionistas a reclamar por serem pedidos 2 a 5% dos lucros para ajudar a resolver problemas sociais?

Tudo bem que já há impostos para financiarem isso, mas o que infelizmente observamos na prática é que estão mal distribuídos ou então não chegam. As empresas que pagariam este valor extra teriam a possibilidade de escolherem onde aplicar este valor.

Nessa altura (Novembro de 2009), enviei um email ao Presidente da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia a pedir informações sobre quantas empresas se encontram neste grupo (lucros tributáveis > 1m€) e qual o volume de IRC pago pelas mesmas (valor total).

A resposta demorou a chegar, após alguma insistência obtive o contacto de uma Assessora para que me pudesse indicar como recolher os dados. Após um telefonema foi-me sugerido que pedisse essa informação ao Director Geral dos Impostos. Confesso que na altura não enviei um email a pedir os dados. Não tive fé de que os iria conseguir. (Mas já voltei à carga).

Hoje, ouvi na televisão o candidato a Deputado Rui Marques, do Partido Movimento Esperança Portugal propor uma ideia semelhante.

"Na apresentação do programa que leva às legislativas de Junho, Rui Marques, principal rosto do MEP, afirma que consegue mil milhões de euros, se as empresas contribuírem com 4% para um Fundo Solidário."

Vamos ver se nos próximos dias alguém comenta esta ideia. Boa ou má, (depende de cada um) pelo menos é uma medida concreta, algo que não é muito comum por parte dos políticos portugueses com tempo de antena, estão mais preocupados com o passado e com quem criou mais desemprego do que com o futuro e como se vai resolver os problemas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Europa League, FCP vrs SCB

Hoje joga-se a primeira final de uma competição Europeia com duas equipas Portuguesas.

Há quem diga que é um grande feito para o Futebol Português.

Discordo totalmente.

É um grande feito para duas equipas Portuguesas, neste caso o FCP e o SCB. Têm equipas técnicas competentes e foram ganhando os seus jogos até chegarem à final da competição.

Porque é que não é um grande feito para o futebol Português?

I - Dos 36 jogadores presentes nesta final, apenas 11 são Portugueses (5+6). Dos quais apenas 7 jogam de início (3+4), e provavelmente apenas mais um jogará (Hélder Barbosa).

II - O futebol Português apenas se consegue impor na segunda prova europeia, onde não entram os chamados tubarões.
Na Champions o Braga foi eliminado na fase de grupos, após ter perdido por 6 e por 3 com o Arsenal e Shakhtar, depois disso ganhou 2 jogos ao Partizan que lhe deu a esperança de vir a ser qualificado. A realidade é que ganhou ao Arsenal num jogo que o Arsenal já não precisava de ganhar para se qualificar e na última ronda perdeu por 2 na Ucrânia.
O Benfica fez 6 pontos tendo perdido todos os jogos fora de casa. Ou seja, Portugal não conseguiu meter nenhum clube nos 16 melhores da Europa. Onde entram Italianos, Espanhóis, Ingleses, Alemães, Franceses, Ucranianos e Dinamarqueses.

III - Os clubes Portugueses (em geral) apresentam dívidas brutais que dificilmente serão pagas. A agravar esse facto, apresentam ano após ano prejuízos, utilizando novos empréstimos para pagar dívidas antigas.

IV - Temos uma Federação sem reconhecimento de utilidade pública.

As duas primeiras, a que se juntam mais duas, realidades, são o motivo pelo qual afirmo que não é um grande feito para o futebol Português. Apenas para os dois clubes envolvidos.

Ainda se junta o facto de o SCBraga, jogar num estádio municipal pago com os impostos de todos os Portugueses, paga uma renda simbólica e depois o clube recebe um patrocínio de uma entidade privada que lhe dá o direito de mudar o nome do estádio. Isto é no mínimo concorrência desleal. Seja com o Sporting, com o Benfica, com o Porto, mas também o Rio Ave ou com a Académica de Coimbra. No final do ano são centenas de milhares de Euros, ou mesmo Milhões de euros a mais, pagos pelos contribuintes.

No final deste Post, digo com grande mágoa que o meu Sporting nem na segunda divisão da Europa se consegue impor. Enfim...temos muito que crescer.

terça-feira, 17 de maio de 2011

"renacionalização" da Europa

O ex-Chanceler da Alemanha Helmut Kohl diz que os movimentos nacionalistas na Europa podem estar de regresso.

Temos também o recente caso na Finlândia, de um partido nacionalista a conquistar 19% dos votos dos Finlandeses.

Se verificarmos os parlamentos Europeus (França, Holanda), já existem vários países com partidos nacionalistas com parlamentares eleitos. Essa realidade não está presente em Portugal (comunistas contam?), mas quem sabe se no futuro não teremos Deputados de partidos nacionalistas eleitos para a Assembleia da República.

Onde é que eu já ouvi isto antes?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Portugal, que tristeza que me dás

Portugal tem muitas coisas boas: o sol; o clima; a natureza; a história; a gastronomia; algumas pessoas; etc.

Portugal tem também coisas más. Já evito ver os telejornais porque em 60minutos de emissão, 20 são sobre politica, 10 sobre a crise, 10 sobre alguém que morreu ou que se está a queixar, 10 com um comentador qualquer e depois restam 3 para desporto, 3 para coisas boas que aconteceram no Mundo, 1 minuto de coisas boas que aconteceram em Portugal e 3 para eventos futuros. Não há pachorra para perder tanto tempo com isto.

Hoje li 3 notícias espectaculares, que mostram o estado triste/vergonhoso/quem sabe corrompido em que se encontra a nossa pseudo-Justiça:


I - "Guineense que originou tumulto tem ordem de expulsão"

Este cidadão exemplar, de 21 anos, foi identificado como assaltante e é suspeito de apenas 7 roubos por esticão. Tem também ordem de expulsão do país, mas o/a Juiz decidiu que ele estaria melhor nas ruas de Odivelas. Os restantes 7 cúmplices que foram detidos são suspeitos de "ameaças, incitação à violência, alteração de ordem pública, insultos, desacatos e tentativas de agressão à PSP".

Num país MINIMAMENTE civilizado este senhor já estaria na Guiné a esta hora, nem que fosse preciso enviar um avião da força aérea para a Guiné. Certamente não iria vazio.

Moral da história: Para que é que um policia se vai chatear a prender uma pessoa (seja da Guiné ou de Portugal) se passadas umas horas o/a Juiz já a mandou para a rua novamente? Mais vale ficar quietinho na esquadra.


II - "Tribunal anulou reunião que suspendeu Pinto da Costa e despromoveu Boavista"


- Quem não se lembra da mítica reunião que foi suspensa pelo Presidente da Conselho de Justiça da FPF e que foi depois reunir para um café, ou algo do género, para confirmar a pena de suspensão de Pinto da Costa e a despromoção do Boavista?
- Não sei se o PC é culpado ou inocente, não sei se o Boavista é culpado ou inocente, o que sei é que as escutas utilizadas como prova para os julgar foram consideradas nulas pelos tribunais e que apenas a justiça desportiva as considerou. (A mesma justiça que semanalmente vê agressões em campo por parte de jogadores, treinadores e dirigentes e actua da forma como todos sabemos publicamente)

Moral da história: Mais uma vez as leis/regras/regulamentos são para cumprir, quando não são cumpridos arrisca-se a dar bronca. É o caso.


III - "Abuso de poder de Ferreira Torres prescreve 15 anos depois"

Quem não se lembra deste senhor, que fez uma bela casa utilizando operários da câmara, pagos com dinheiro da câmara (ou seja, os nossos impostos) durante o horário de trabalho dos mesmos?

- Em 2004 o tribunal do Marco de Canaveses condenou Avelino Ferreira Torres a 3 anos de cadeia, com pena suspensa, pelo crime de peculato.
- Em 2006 o tribunal da relação (suponho que do Porto) condenou Avelino Ferreira Torres a 2 anos e 3 meses de cadeia, com pena suspensa, mas desta vez pelo crime de abuso de poder.
- 5 ANOS DEPOIS, o tribunal da relação do Porto considera prescrita a condenação e o senhor fica com o cadastro limpo, porque o processo se arrastou anos e anos devido a sucessivos recursos.

Já não há paciencia para estas coisas, que venha a Troika, ou quem quer que seja, e comece, de facto a avaliar esta gente que trabalha nos tribunais, desde Juízes, a Procuradores passando por oficiais de Justiça. Alguém andou a meter este processo no fundo da gaveta, nesse caso é tão criminoso quanto o Avelino Ferreira Torres.

Moral da história: Este senhor é tão bom cidadão quanto eu, temos ambos o cadastro limpinho. AH AH AH....triste país este onde vivo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Euromilhões

Hoje são 100 Milhões de Euros.

Há muito projecto onde investir o dinheiro, muito hectare para comprar e muita ilha para visitar. Venham eles...

E como com tantos milhões me tinha de tornar um pouco consumista (se não para quê tanto milhão?) aqui vai uma lista de coisas onde ia gastar uns euros:

Automóveis

Um cabrio para o fim de semana:


Um todo o terreno:



Um carro para o dia à dia:




Imóveis

Deslocava-me ao Alentejo/Ribatejo num futuro próximo à procura de uma herdade com uns quantos hectares de modo a ter uma casa de fim de semana e de produção de bens alimentares hortícolas. Um lago onde pudesse ter cisnes e ainda um conjunto de bovinos, caprinos e suínos. AH e uns cavalos para a Bianca praticar Equitação.

Relativamente à casa onde iria viver nos próximos anos, a escolha não ia ser fácil. O facto de não haver limitações orçamentais para a compra de casa dificulta bastante a compra. Mas gostava muito de ter uma casa em frente ao Guincho, duvido é que haja casas à venda.

Comprava uma pequena casa no Algarve (um T7 ou assim), talvez na praia verde para emprestar às pessoas mais próximas para irem de férias sempre que quisessem.

Viagens

Nem vos digo onde iria, nunca mais acabava. Mas o Pacífico estava certamente entre as primeiras. Timor, Bali, Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Salomão, Tonga, Ilhas Marshall, Fiji, Ilhas Cook, Polinésia Francesa, Hawaii, etc. Isto já me dava uns 6 meses de viagens. O resto vinha depois.

Investimentos

- Infantário/Escola Primária, a abrir daqui a 1 ano no concelho de Cascais;
- A quinta no Alentejo/Ribatejo iria produzir de modo a tornar-se autonoma financeiramente, quem sabe abrir uma pequena colónia de férias numa parte da herdade;
- E muitos mais que tenho na minha cabeça mas partilho aqui obviamente.

Agora só falta acertar nos números.